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	<title>Turismo Sustentável &#187; Artigos</title>
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	<description>Mito ou realidade?</description>
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		<title>Turismo, planejamento e desenvolvimento sustentável</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 22:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
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		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
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		<description><![CDATA[Devido às diversas discussões e estudos, sabemos que o turismo é uma das atividades socioeconômicas que mais cresce no mundo contemporâneo. Em diversos países, como Espanha, Itália e França, o poder público adota o turismo como uma estratégia de desenvolvimento.
Como conseqüência, esses países passaram a atuar de forma mais direta no planejamento e gestão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Devido às diversas discussões e estudos, sabemos que o <strong>turismo </strong>é uma das atividades socioeconômicas que mais cresce no mundo contemporâneo. Em diversos países, como <strong>Espanha, Itália e França, </strong>o poder público adota o turismo como uma estratégia de desenvolvimento.</p>
<p>Como conseqüência, esses países passaram a atuar de forma mais direta no <strong>planejamento e gestão do turismo, </strong>com o objetivo de aproveitar ao máximo o potencial de desenvolvimento do conjunto de atividades que compõem o setor do turismo.</p>
<p>Pensando nesse contexto pensei em fazer uma <strong>abordagem teórica, </strong>em busca de reflexões sobre a temática: <strong>turismo, planejamento e desenvolvimento sustentável. </strong></p>
<p>Espero que possa contribuir um pouco nessa construção de conhecimento:</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>O turismo estabelece relações com diversos setores da economia. Entretanto, o turismo também afeta as dimensões social, cultural política e ambiental. Portanto, para que haja desenvolvimento, é necessário <strong>planejamento </strong>para que o turismo seja integrado às demais atividades existentes nas destinações, bem como aos vários setores de <strong>políticas públicas.</strong> Ou seja, as possibilidades de desenvolvimento local com base no turismo estão intimamente ligadas do potencial dos <strong>recursos do territórios </strong>envolvidos.</p>
<p>Desde a década de 1950, a prática do planejamento é utilizada pelo estado como forma de criar e implementar políticas públicas. Conforme Nunes (1997), o planejamento era pautado pela racionalidade e funcionalidade, que constituíam a base teórica para legitimar a atuação intervencionista do estado na sociedade. Entretanto, havia um isolamento das instituições do planejamento, através do <strong>insulamento burocrático, </strong>o que limitava o efeito de tais políticas. Uma das principais limitações dessa estratégia de planejamento é que organizações intermediárias e instâncias legítimas da sociedade civil era deixadas de fora do planejamento.</p>
<p>No caso específico das <strong>políticas públicas de turismo</strong>, Endres (2002) argumenta que o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) foi um exemplo de órgão público ‘insulado’. Como conseqüência, as políticas e ações criadas sob a coordenação desse órgão tiveram pouco sucesso em relação à estruturação da atividade turística nos estados e municípios brasileiros. <strong>O planejamento centralizado não conseguiu abarcar a complexidade de fatores que o turismo envolve. </strong>Pois, além de não prever dentro do seu processo de planejamento os fatores aleatórios, como a coesão política em torno do projeto, a participação dos membros da coletividade, as descontinuidades governamentais e o compromisso político, também reduziu a atividade turística a seu aspecto econômico, e pouca importância deu a seus efeitos sociais, culturais e, principalmente, ambientais (ENDRES, 2002).</p>
<p>Como conseqüência, as limitações operacionais e práticas da Embratur contribuíram para o descrédito do <em>trade</em> turístico em todo o Brasil, nas instituições responsáveis pela formulação e implementação de planos e programas posteriores (políticas públicas). Com o objetivo de corrigir a ineficácia das políticas anteriores, e como resultado da crise do governo federal, a partir da década de 1990 foi iniciado um processo de descentralização da formulação e implementação de políticas públicas de turismo. A partir de então, grande parte da responsabilidade sobre o desenvolvimento do turismo é transferida para a alçada e agenda dos governos locais. O governo federal busca mostrar aos órgãos locais a importância da co-responsabilidade entre governo, empresários, comunidade e outras organizações em relação ao desenvolvimento turístico.</p>
<p>Com o início da transição do regime militar para a democracia, os instrumentos de planejamento do estado sofreram lenta modificação, passando a desenvolver um papel mais efetivo e mais próximo das demandas sociais dos lugares alvo das políticas públicas. A partir de então, é atribuído ao setor do turismo o caráter de fenômeno, na medida em que suas ações se refletem de forma ampla no âmbito da sociedade, por meio de conseqüências sociais, culturais, ecológicas e econômicas.</p>
<p>Como conseqüência dessas mudanças, e como resultado da rápida expansão do setor do turismo no Brasil, o estado passa a enfrentar o desafio de <strong>fomentar o planejamento do turismo </strong>nos níveis municipal, estadual e federal, passando a instrumentar-se para enfrentar esse desafio. Há, a partir desse momento, a compreensão de que o <strong>turismo precisa ser planejado. </strong></p>
<p><strong> </strong>É necessário informar aqui que mesmo nos países desenvolvidos, em geral o turismo só era planejado de forma muito pontual (ARAUJO; MOURA, 2007). Diante dessa constatação, Gunn (1994) afirma que o turismo precisa ser planejado, comentando que esse é um “truísmo” que precisa ser repetido.</p>
<p>Além do entendimento da necessidade de planejamento, ao longo dos últimos anos vem crescendo o argumento em função do imperativo do desenvolvimento sustentável. Apesar das críticas que envolvem a noção de desenvolvimento sustentável, há alguns aspectos em relação aos quais parece existir consenso, como afirmam Bramwell &amp; Lane:</p>
<p>Em geral, quatro princípios básicos parecem cruciais para o conceito de sustentabilidade:</p>
<p>1) a idéia de <strong>planejamento holístico </strong>e a <strong>formulação de estratégias</strong>;</p>
<p>2) a importância de se <strong>manter processos ecológicos essenciais</strong>;</p>
<p>3) a necessidade de se <strong>proteger a herança cultural e a biodiversidade</strong>;</p>
<p>4) o requerimento chave: desenvolver de tal forma que a produtividade seja duradoura a <strong>longo prazo</strong> para as futuras gerações (1993, 9. 2).</p>
<p>Um aspecto de grande relevância para o planejamento do turismo sustentável é o reconhecimento crescente de que <strong>o turismo é uma atividade complexa </strong>e que seu planejamento requer um enfoque interdisciplinar, que tem o potencial de contribuir para a geração de políticas que integrem o turismo aos setores de políticas públicas dos quais o turismo depende. É uma forma também de abandonar a prevalência até há pouco tempo da ênfase no aspecto econômico. Como afirma Fávero (2006), o planejamento do turismo necessita do conhecimento de como funcionam os outros setores aos quais o turismo está ligado como um sistema, para que se possa ter maior possibilidade de se caminhar em direção ao desenvolvimento sustentável.</p>
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		<title>DESENVOLVIMENTO E TURISMO – PARTE 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 09:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento turístico]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[A atividade turística, de acordo com seu efeito multiplicador: entrada de divisas, geração e produção de novos empregos, desenvolvimento de infra-estruturas em diversos setores, promoção da satisfação dos indivíduos, preocupação com o meio ambiente e recuperação do patrimônio histórico e cultural. Percebe, entretanto, que esta pode representar uma excelente alternativa para o desenvolvimento local de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A atividade turística, de acordo com seu efeito multiplicador: entrada de divisas, geração e produção de novos empregos, desenvolvimento de infra-estruturas em diversos setores, promoção da satisfação dos indivíduos, preocupação com o meio ambiente e recuperação do patrimônio histórico e cultural. Percebe, entretanto, que esta pode representar uma excelente alternativa para o desenvolvimento local de maneira a preservar a identidade local, conservar os patrimônios (natural e cultural) e dinamizar a economia das cidades.</p>
<p>Por conseguinte, desenvolvimento não deve ser entendido apenas como sinônimo de crescimento ou desenvolvimento econômico, embora muitos continuem para reduzi-lo a este significado, por ser mensurado por meio do Produto Nacional Bruto &#8211; PNB ou Produto Interno Bruto &#8211; PIB e pela modernização tecnológica, em que ambos se estimulam reciprocamente. Como foi mostrado o desenvolvimento vai além das questões econômicas, pois muitas regiões, apesar de possuírem suas economias em ascensão permanecem estagnadas ou até em declínio em relação às questões sociais e ambientais.</p>
<p>A história tem mostrado, e o Brasil é um exemplo a esse respeito, especialmente se recordar a época do chamado &#8211; milagre econômico &#8211; em fins dos anos 60 e começo dos anos 70, que o desenvolvimento estritamente econômico pode ocorrer sem que, forçosamente haja melhoria no quadro de concentração de renda ou dos indicadores sociais, o inverso do chamado desenvolvimento local e sustentável, que tem suas bases voltadas para as preocupações sociais, ambientais, além dos interesses restritamente econômicos, visando melhorias na qualidade de vida da comunidade local.</p>
<p>Ademais, o segmento do turismo é visto como estratégia para o desenvolvimento local, por ser uma atividade capaz de alavancar o desenvolvimento socioeconômico e consequentemente cuidar dos recursos naturais e culturais, mas é preciso planejar para enfrentar alguns desafios, principalmente ao saber conciliar os benefícios econômicos do turismo sem reduzir a localidade a uma simples mercadoria, e socializar as oportunidades, possibilitando que os segmentos da população participem dos caminhos de decisão e os utilizem como instrumento de mudança e ação política, tendo em vista a promoção do desenvolvimento visando o ser humano.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p>AMARAL, Patrícia Daliany A. do e TEIXEIRA, Kátia Simone S. <strong>Turismo e</strong> <strong>Desenvolvimento: escolhas que fazem a diferença.</strong> X Encontro Nacional de Turismo com Base Local. João Pessoa, p. 1051 – 1060, 2007.</p>
<p>BARRETO, Margarita. <strong>Manual de iniciação ao estudo do turismo.</strong> Campinas: Papirus, 1995.</p>
<p>BECK, U.  <strong>Risk society</strong>. Towards a new modernity. Londres, Sage Publications, 1992.</p>
<p>BENKO, G. <strong>Economia, espaço e globalização na aurora do século XXI. </strong>2ª ed. São Paulo: Hucitec, 1999</p>
<p>BRASIL, Ministério do Turismo. <strong>O Turismo no Brasil 2007/20010.</strong> Brasília. 2006.</p>
<p>BUARQUE, Sérgio C. <strong>Construindo o desenvolvimento local sustentável.</strong> Rio de Janeiro: Garamond, 2006.</p>
<p>BUARQUE, Sérgio C. e BEZERRA, Lucila. <strong>Projeto de desenvolvimento municipal sustentável- bases referenciais.</strong> Projeto Áridas, dezembro de 1994.</p>
<p>CORIOLANO, Luzia Neide Menezes. <strong>Os limites do Desenvolvimento e do Turismo.</strong> In: CORIOLANO, Luzia Neide Menezes (org.) <strong>O Turismo de Inclusão e Desenvolvimento Local.</strong> Fortaleza: Editora Premius, 2003.</p>
<p>DIAS, Reinaldo. <strong>Planejamento do Turismo: política e desenvolvimento do turismo no Brasil.</strong><em> </em>São Paulo: Atlas, 2003.<strong> </strong></p>
<p>GUIMARÃES, Roberto P. <strong>A Ecopolítica da Sustentabilidade em Tempos de Globalização Corporativa. </strong>In: GARAY, I. e BECKER B. K. Dimensões Humanas da Biodiversidade. Petrópolis: Vozes, 2006.</p>
<pre>LATOUR, Bruno. <strong>Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica.</strong> Tradução de Carlos Irineu da Costa, Rio de Janeiro: Ed.34, 1994.</pre>
<p>MARTINS, S. R. O. <strong>Desenvolvimento local:</strong> <strong>questões conceituais e metodológicas.</strong> Interações. Campo Grande, v.3, n.5, p.51- 58, setembro de 2002.</p>
<p>MELLO, Claiton; STREIT, Jorge; ROVAI, Renato. (org.) <strong>Geração de trabalho e renda, economia solidária e desenvolvimento local: a contribuição da Fundação Banco do Brasil. </strong>São Paulo: Publisher Brasil, 2006.</p>
<p>ROMEIRO, Ademar R<strong>. Economia ou economia política da sustentabilidade.</strong> In: MAY, P., LUSTOSA, M. C. e VINHA, V.(2003). Economia do Meio Ambiente. Rio de janeiro: Campus, 2003.</p>
<p>SERRES, Michel. <strong>O Contrato Natural. </strong>Tradução: Serafim Ferreira. Lisboa: Epistemologia e Sociedade, 1990.</p>
<p>SILVA, S. B. M. <strong>O turismo como instrumento de desenvolvimento e redução da pobreza: uma perspectiva territorial.</strong> CORIOLANO, L. N. M. T., LIMA, L. C. (orgs) Turismo comunitário e responsabilidade sócio-ambiental. Fortaleza: EDUECE, 2003. pp.19-25.</p>
<p>VEIGA, José Eli da. <strong>Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. </strong>Rio de Janeiro: Garamond, 2ª edição, 2006.</p>
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		<title>DESENVOLVIMENTO E TURISMO – PARTE 3 TURISMO, DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 13:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
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		<description><![CDATA[O turismo se transformou em uma atividade marcante, constituindo-se em uma das maiores fontes de renda no mundo. Observa-se um crescimento contínuo do fenômeno turístico em toda a face da terra e sua contribuição para a criação de riquezas e melhoria do bem-estar dos cidadãos. Faz-se sentir de múltiplas formas: entrada de divisas, geração e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O turismo se transformou em uma atividade marcante, constituindo-se em uma das maiores fontes de renda no mundo. Observa-se um crescimento contínuo do fenômeno turístico em toda a face da terra e sua contribuição para a criação de riquezas e melhoria do bem-estar dos cidadãos. Faz-se sentir de múltiplas formas: entrada de divisas, geração e produção de novos empregos, desenvolvimento de infra-estruturas em diversos setores, promoção da satisfação dos indivíduos, preocupação com o meio ambiente e recuperação do patrimônio histórico e cultural.</p>
<p>Esta afirmação é reforçada por Trigo (1998, p. 9) dizendo que:</p>
<p>O turismo está entrelaçado com o entretenimento, à indústria cultural eletrônica e imprensa, o esporte e a saúde (&#8230;). O turismo é discutido atualmente como uma das forças transformadoras do mundo pós-industrial (&#8230;). Com a implementação de novas tecnologias, como a informática e as telecomunicações e a engenharia genética, o turismo está ajudando a redesenhar as estruturas mundiais, influenciando a globalização e, em última análise, a nova ordem econômica internacional.</p>
<p>O turismo tem efeito direto e indireto na economia de uma localidade ou região. Os efeitos diretos são os resultados das despesas realizadas pelos turistas dentro dos próprios equipamentos e de apoio, pelos quais o turista pagou diretamente. Os efeitos indiretos do turismo são resultantes da despesa efetuada pelos equipamentos e prestadores de serviços turísticos na compra de bens e serviços de outro tipo. Trata-se de um dinheiro que foi trazido pelo turista, mas que será gasto por outrem que o recebera do turista em primeira mão. Numa terceira etapa de circulação do dinheiro do turista estão os efeitos induzidos, que são constituídos pelas despesas realizadas por aqueles que receberam o dinheiro dos prestadores dos serviços turísticos e similares. (BARRETO, 1995)</p>
<p>De acordo com os dados do Banco Central do Brasil, em 2005 o país alcançou a receita cambial turística de US$ 3,86 bilhões, superior em 19,83% ao ano de 2004 (US$ 3,22 bilhões), atingindo marca de 34 meses consecutivos de crescimento, desde março de 2003 (tabela 1).</p>
<p align="center"><strong>Tabela 1</strong></p>
<p align="center"><strong>RECEITA CAMBIAL TURÍSTICA </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center"><strong>ANO</strong></p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center"><strong>(MILHÕES   US$)</strong><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2003</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">2,48   (US$)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2004</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">3,222   (US$)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2005</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">3,861   (US$)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: BRASIL, 2006<a href="#_ftn1">[1]</a></p>
<p>O turismo, entretanto contribui com a geração de trabalho, ocupação e renda, e consequentemente a melhoria da qualidade de vida da população. De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego, o mercado formal de trabalho em turismo no país, passou de 1.499.497 pessoas empregadas, em 2001, para 1.913.936 pessoas empregadas, em 2005, o que representa um crescimento da ordem de 28% em quatro anos (tabela 2).</p>
<p align="center"><strong>Tabela 2</strong><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>EVOLUÇÃO NO NÚMERO DE EMPREGOS FORMAIS NA ATIVIDADE TURÍSTICA</strong><strong> </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2001</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2002</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2003</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2004</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2005</p>
</td>
<td width="111" valign="top">
<p align="center">ACUMULADO</p>
<p align="center">2003/2004/2005</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.499.497</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.651.022</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.724.587</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.825.526</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.913.936</p>
</td>
<td width="111" valign="top">
<p align="center">262.914</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: BRASIL, 2006<a href="#_ftn2">[2]</a></p>
<p>Já não se pode mais negar de que o turismo hoje seja um grande gerador de divisas e empregos, e fator decisivo no desenvolvimento socioeconômico das localidades e que precisa se adaptar às novas exigências do mercado e de seus clientes.</p>
<p>De acordo com Dias (2003, p. 159),</p>
<p>O turismo, enquanto uma atividade a ser integrada no modelo de desenvolvimento local apresenta características específicas. Uma das mais importantes e que o diferencia de outras atividades econômicas é que deve ser consumida no local a matéria-prima que o sustenta. Nesse sentido, é uma atividade que apresenta dupla face, pois ao mesmo tempo em que o espaço é produtivo, um espaço de produção e geração de atividade, também é um espaço de consumo.</p>
<p>Nesse sentido, percebe que o turismo possui relação mútua com diversos setores da economia, e para que haja um desenvolvimento turístico adequado, é necessário integrá-lo as demais atividades existentes na localidade, refletir como a atividade pode ser concebida no ideário e no papel do planejamento desenvolvimentista. Pois o turismo dependendo da maneira que está sendo implementado, pode se tornar o inverso do propósito de desenvolvimento, concentrador de renda, excludente e perpetuador de desigualdades socioespaciais e negligente na utilização dos recursos naturais.</p>
<p>Para que essa atividade seja realmente considerada uma forma de desenvolvimento para uma localidade, é preciso entender e funcionar de acordo com a as redes políticas, sociais, ambientais e econômicas. Como mostra Silva (2003, p. 09)</p>
<p>O desenvolvimento deve ser visto no seu sentido amplo, valorizando o crescimento com efetiva distribuição de renda, com superação significativa dos problemas sociais e comprometimento ambiental, o que só pode ocorrer com profundas mudanças nas estruturas e processos econômicos, sociais, políticos e culturais de uma dada sociedade.</p>
<p>Conforme Ruschmann (1997), o desenvolvimento do turismo em uma determinada localidade passa por sete fases: exploração, investimento, desenvolvimento, consolidação, estagnação, declínio e rejuvenescimento.</p>
<p>Então, a ligação entre turismo e desenvolvimento é demonstrada a partir dos efeitos social e produtivo, impactos ambientais, fluxos de turistas, mudanças na cultura da localidade e exercícios de cada região, dentre outros. Daí a importância da elaboração do planejamento do turismo para criar condições para o desenvolvimento turístico desejado.</p>
<p>O turismo é uma atividade peculiar e seu planejamento requer um enfoque multidisciplinar, o que está na oposição da área de administração, que pretende restringi-lo. O planejamento do turismo necessita do conhecimento das mais diversas áreas e do entendimento deste como um sistema, para que possa ser implementado com sustentabilidade (FÁVERO, 2006, p.142).</p>
<p>É percebido, entretanto, que essa atividade possui inter-relações com os demais setores da economia e que influencia e sofre influências dos diversos segmentos da estrutura administrativa local, precisando assim ficar atentos as oportunidades e ameaças, que o setor pode causar. Sendo as oportunidades criação de novos empregos, proteção ambiental e cultural, aumento da renda, dentre outras e as ameaças, doenças que podem prejudicar a comunidade local, mudanças nos valores culturais, modificação nos padrões de consumo dentre outros, devido ao modelo de desenvolvimento turístico que é marcado pela improvisação e pela cultura do curto prazo.</p>
<p>Para que a atividade do turismo seja aproveitada da melhor maneira e assim possa proporcionar de fato o desenvolvimento, segundo Amaral e Teixeira (2006) é necessário que se realize um planejamento, possibilitando o crescimento econômico associado com o desenvolvimento nos campos: social, cultural e ecológico.</p>
<p>Como um dos fenômenos marcantes da atualidade, o turismo é uma das mais vigorosas atividades econômicas mundiais, principalmente o setor de serviços, sendo considerado um dos três lideres mundiais em produtividade, com conseqüente ampliação da oferta de emprego e geração de renda.</p>
<p>Entretanto, seu desenvolvimento sempre esteve pautado no mesmo molde de qualquer outra atividade humana – o enfoque econômico. Enquanto o turismo pode contribuir sensivelmente para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de amplas regiões, tem, ao mesmo tempo, o potencial para degradar o ambiente natural, as estruturas sociais e a herança cultural dos povos.</p>
<p>Como afirma Dias (2003, p. 13), por mais que pesem os importantes aspectos positivos do desenvolvimento turístico, há problemas que devem ser contornados e que podem trazer graves conseqüências para qualquer localidade, e que só poderão ser evitados com o rigoroso planejamento da atividade e participação ativa de amplo leque de atores, destacando-se: a comunidade receptora, órgãos da administração pública, empresários do ramo, visitantes e organizações do terceiro setor.</p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> São dados originalmente do Banco Central do Brasil, citados pelo Ministério do Turismo.</p>
<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, citados pelo Ministério do Turismo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>DESENVOLVIMENTO E TURISMO &#8211; PARTE 2 CONCEITOS E DEFINIÇÕES</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/07/01/desenvolvimento-e-turismo-parte-2-conceitos-e-definicoes/</link>
		<comments>http://projetur.com.br/blog/2009/07/01/desenvolvimento-e-turismo-parte-2-conceitos-e-definicoes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 10:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Para enfrentar os desafios contemporâneos da economia global, em relação aos problemas sociais, econômicos e ambientais, surgiram novas teorias sobre desenvolvimento, todas enfocando diferentes tipos de desenvolvimento, como: o humano, o sustentável, o endógeno, o comunitário e o local.
O termo desenvolvimento tem sido associado à noção de progresso material e de modernização tecnológica. Sua promoção, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para enfrentar os desafios contemporâneos da economia global, em relação aos problemas sociais, econômicos e ambientais, surgiram novas teorias sobre desenvolvimento, todas enfocando diferentes tipos de desenvolvimento, como: o humano, o sustentável, o endógeno, o comunitário e o local.</p>
<p>O termo desenvolvimento tem sido associado à noção de progresso material e de modernização tecnológica. Sua promoção, mediante o desrespeito e a desconsideração das diferenças culturais, da existência de outros valores e concepções, já teria funcionado como “Cavalo de Tróia”, que, vestido da sedução do progresso, teria carregado em seu interior o domínio e a imposição culturais que desequilibram e abalam as sociedades. (MARTINS, 2002, p.52)</p>
<p>É importante verificar segundo Beck (1992) as características da sociedade de risco, onde o autor coloca como primeira, a globalização, com a articulação de relações sociais, atravessando vastas fronteiras de tempo e espaço; a segunda característica é a individualização, referente à libertação dos grilhões da tradição e finalmente a terceira e última característica da sociedade de risco é a reflexividade, em busca de novas informações ou conhecimentos.</p>
<p>No Brasil, desenvolvimento local e sustentável tem sido uma temática muito falada nos últimos anos. Buarque (2006, p. 25) define o desenvolvimento local “como um processo endógeno de mudança, que leva ao dinamismo econômico e à melhoria da qualidade de vida da população em pequenas unidades territoriais e agrupamentos humanos”. É um desenvolvimento baseado na existência de características sociais, políticas, ecológicas, culturais e de um meio técnico-informacional.</p>
<p>E o conceito de desenvolvimento sustentável, conforme Romeiro (2003, p. 5-6)</p>
<p>é um conceito normativo que surgiu como o nome de ecodesenvolvimento no início da década de 1970. Ele surgiu num contexto de controvérsia sobre as relações entre crescimento econômico e meio ambiente, exacerbada principalmente pela publicação do relatório do Clube de Roma que pregava o crescimento zero como forma de evitar a catástrofe ambiental.</p>
<p>Pretendendo assim, mostrar que é necessária uma proposição conciliadora, por reconhecer que o progresso técnico efetivamente relativiza os limites ambientais, porém não os elimina, e que o crescimento econômico é condição indispensável, mas não suficiente para eliminar a pobreza e as disparidades sociais.</p>
<p>O que está em jogo é precisamente a superação dos paradigmas de modernidade, que têm estado definindo a orientação do processo de desenvolvimento, e a sua substituição por um paradigma de desenvolvimento humano sustentável que coloque os seres humanos no centro do processo de desenvolvimento, que considere o crescimento econômico como um meio e não como um fim em si mesmo, que proteja as oportunidades de vida para as gerações atuais e futuras e, em última instância, que respeite a integridade dos sistemas se suporte à vida no planeta. (GUIMARÃES, 2006, p. 30).</p>
<p>A sustentabilidade do sistema econômico, vista por Romeiro (2003) em longo prazo, não é possível sem estabilização dos níveis de consumo <em>per capita </em>de acordo com a capacidade de carga do planeta, cabendo a sociedade como um todo, seja através do Estado ou outra forma de organização coletiva, decidir sobre o uso desses recursos de modo a evitar perdas irreversíveis potencialmente catastróficas.</p>
<p>Essa mudança requer que a comunidade local promova formas de convivência, onde proporcionem a colaboração para trabalhar os objetivos que beneficie a coletividade. De forma que as envolvam (instituições públicas, privadas, ONG’s e sociedade civil organizada), para melhorar a compreensão sobre as dificuldades, limitações e necessidades de cada um.</p>
<p>Pode-se perceber que o paradigma do desenvolvimento local (de baixo para cima) propõe estratégias de diversificação e de enriquecimento das atividades de um dado território, baseando-se na mobilização de seus recursos físicos (naturais, humanos e econômicos) e de caráter sociopolítico, por oposição ao manejo de um poder central que orienta fluxos de investimento para criar pólos de crescimento/desenvolvimento. (BENKO, 1999).</p>
<p>O desenvolvimento resulta da interação e sinergia entre a qualidade de vida da população local, que se mede pela redução da pobreza; geração de riqueza em distribuição de ativos; a eficiência econômica, como resultado da agregação econômica na cadeia produtiva; e, na gestão pública eficiente.</p>
<p>A necessidade do desenvolvimento local surge para dar uma função aos territórios, afirmando a singularidade de cada local. É uma busca pelas potencialidades e vantagens comparativas de cada território, onde os empreendimentos se materializam. (MELLO; STREIT; ROVAI, 2006).</p>
<p>O desenvolvimento está relacionado, geralmente, a iniciativas inovadoras e que movimentam a coletividade, articulando as potencialidades locais nas condições dadas pelo contexto. Segundo Buarque e Bezerra (1994) dentro das condições contemporâneas de globalização e intenso processo de transformação, o desenvolvimento local representa também alguma forma de integração econômica com o contexto regional e nacional, que gera e redefine oportunidades e ameaças exigindo competitividade e especialização.</p>
<p>Por conseguinte, desenvolvimento local é uma transformação nas bases econômicas e na organização social em nível local, resultante da movimentação da sociedade, explorando as suas capacidades e potencialidades específicas.</p>
<p>No entanto, Coriolano afirma (2003, p. 26-27) que o desenvolvimento só ocorre de fato quando todas as pessoas são beneficiadas, quando atinge a escala humana – quando elas tiverem assegurado uma existência digna &#8211; um padrão de vida capaz de garantir a si e a sua família, saúde, bem estar, alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos, segurança, repouso e lazer.</p>
<p>Entendendo que os seres humanos formam o centro e a razão de ser do processo de desenvolvimento. Guimarães (2006, p.30-31) pontua o novo estilo de desenvolvimento:</p>
<p>Que seja ambientalmente sustentável no acesso e uso dos recursos naturais (&#8230;); que seja socialmente sustentável na redução da pobreza e das desigualdades sociais (&#8230;); que seja culturalmente sustentável na preservação do sistema de valores, práticas e símbolos de identidade (&#8230;); que seja politicamente sustentável ao aprofundar a democracia e garantir o acesso e a participação de todos na tomada de decisões.</p>
<p>Sendo assim, um estilo de desenvolvimento que terá que possuir como embasamento a ética, onde o progresso econômico esteja integrado às normas de funcionamento dos sistemas naturais e socioculturais.</p>
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