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	<title>Turismo Sustentável &#187; Uncategorized</title>
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	<description>Mito ou realidade?</description>
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		<title>Hotelaria, Eventos e Lazer</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 18:24:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em reflexão e discussão na disciplina Gestão em Lazer da Pós-graduação de “Hotelaria, Eventos e Lazer” do Centro Universitário Cesmac os alunos construíram textos em relação a alguns questionamentos.
1- A visão perante a força da cultura de massa 
A cultura de massa possui o poder de atrair o indivíduo a determinado local, envolvendo-o a participar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em reflexão e discussão na disciplina Gestão em Lazer da Pós-graduação de “Hotelaria, Eventos e Lazer” do Centro Universitário Cesmac os alunos construíram textos em relação a alguns questionamentos.</p>
<p><strong>1- A visão perante a força da cultura de massa </strong></p>
<p>A cultura de massa possui o poder de atrair o indivíduo a determinado local, envolvendo-o a participar e aderir a idéia sugerida. Devido ao modo de vida que a população se encontra, sem educação, com saúde e segurança precária e com grande índice de desemprego a cultura de massa é algo muito superficial, onde todos tem acesso e que pode interferir de forma negativa nessa sociedade, em relação a pouca visão e valorização que se tem sobre a cultura.</p>
<p>Porém, consegue aglomerar um grande número de pessoas que estejam no mesmo local ou em sintonia, conseguindo movimentar a economia e ao mesmo tempo proporcionando pouco valor cultural, tendo como ponto positivo a integração entre povos distintos , e ponto negativo o modismo e a efemeridade.</p>
<p><strong>2- Como é o lazer na sociedade do desemprego? </strong></p>
<p>Apesar do grande tempo livre a sociedade do desemprego desenvolve um lazer com limitações restrito a sua classe. Baseado quase sempre em entretenimentos gratuitos, sendo estes, em sua maioria locais públicos como praias, praças, festas municipais entre outros. Existindo também as drogas, marginalização, prostituição e ociosidade.</p>
<p><strong>3- Qual a função social do lazer? </strong></p>
<p>Proporcionar aos indivíduos momentos de relaxamento, encontro pessoal, bem estar, equilíbrio, trocas de conhecimentos, entre outros, fazendo com que exista uma realização, um aumento de auto estima, entretenimento e um desenvolvimento intelectual maior. É essencial ao ser humano devido a interação com o meio social e a promoção do conhecimento com novas pessoas.</p>
<p>Ana Paula de Oliveira; André Gomes; Andréa Bulhões; Caroline Vasconcelos; Cláudio Gomes; Cléa Barbosa; Ederly Melo; Florenildes Almeida; Gyselle Conde; Helenilson Ferreira; Jackson Maciel; Karla Amorim; Leandro Calaça; Manoella Vasconcelos; Maria das Dores; Maria Queiroz; Luciane de Souza; Renilde Melo; Mônica de Barros; Rodrigo Rodas; Rogéria Duarte; Tacyanna Medeiros; Thereza Patrícia; Vanessa Lima; Vilma Stimer;</p>
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		<title>O turismo e o desenvolvimento local</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/12/17/o-turismo-e-o-desenvolvimento-local/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 12:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Pretende-se aqui buscar o entendimento e qual a importância do turismo para o desenvolvimento de uma localidade. Primeiramente, sabemos que a atividade turística acontece em um determinado território, antes de tudo, precisa-se definir território. Analisando estudos de alguns autores, entende-se território como sendo um espaço, um local no planeta onde alguma comunidade tomou posse e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pretende-se aqui buscar o entendimento e qual a importância do turismo para o desenvolvimento de uma localidade. Primeiramente, sabemos que a atividade turística acontece em um determinado território, antes de tudo, precisa-se definir território. Analisando estudos de alguns autores, entende-se território como sendo um espaço, um local no planeta onde alguma comunidade tomou posse e ali desenvolvem suas relações culturais, sociais, comunitárias, econômicas e ambientais. Dentro do conceito de desenvolvimento local, vê-se o território como a base do desenvolvimento e a comunidade &#8211; através das características intelectuais, culturais, ambientais e de trabalho que lhe são peculiares &#8211; será o agente e o beneficiário do desenvolvimento. Esse parágrafo inicial traz algum embasamento para continuarmos com a nossa discussão, mas e o turismo? O que vem a ser essa atividade?</p>
<p>É apresentado para maioria das pessoas, que falar de turismo é uma tarefa fácil, especificamente no Brasil, devido ao grande potencial que o país contempla. Entretanto, ao analisarmos o turismo como um fenômeno sócio-cultural, econômico, ambiental e científico, deparamo-nos com uma atividade complexa, que não depende somente de belos lugares, mais sim de profissionalismo, estudos e pesquisas.</p>
<p>Contudo, faz-se necessário analisar alguns conceitos de turismo, traçando um panorama atual da repercussão desta atividade nos locais onde ela se desenvolve. A partir daí, é necessário uma reflexão sobre desenvolvimento local, para que se possa identificar e analisar a gestão da atividade turística dentro desta nova perspectiva.</p>
<p><strong>Conceitos e caracterização do turismo</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>No final do século XIX e início do século XX, surgiu um número expressivo de conceitos que visavam ao fenômeno turístico, mas ainda é percebido que na literatura existente sobre o desenvolvimento não há uma dedicação e atenção a expressividade que o turismo possui. As razões deste propósito não são muito claras, talvez, seja pelo fato de o turismo ser um fenômeno recente, pós-Segunda Guerra Mundial, ou, por não ter a mesma representatividade para todas as cidades e/ou regiões.</p>
<p>É notado que o turismo não possui apenas um grande significado econômico em muitos casos, sendo fonte de renda e de divisas, mas também exerce impactos relevantes sobre a cultura e o espaço (natural e social) da área receptora dos turistas.</p>
<p>O conceito de turismo é um pouco controverso segundo os vários autores que tratam desse assunto.  O turismo está relacionado com as viagens, porém não são todas as viagens que são consideradas como turismo. O conceito de turismo implica a existência de recursos naturais e/ou culturais e infra-estrutura.</p>
<p>“Turismo é o estudo do homem longe de seu local de residência, da indústria que satisfaz suas necessidades, e dos impactos que ambos, ele e a indústria geram sobre os ambientes físico, econômico, sócio-cultural da área receptora” (JAFARI apud BENI,1998, p.38).</p>
<p>O fascínio que o turismo vem despertando na atualidade, principalmente nos empreendedores, ocorre devido às estatísticas da atividade que impressionam bastante. De acordo com os dados da Organização Mundial de Turismo (OMT), no ano de 2006 foram registrados 800 milhões de desembarques internacionais e as atividades turísticas responderam por 160 milhões de empregos (WTO, 2007).</p>
<p>Com esse crescimento, surge também um grande número de empreendimentos que vão se instalando nas cidades ou em localidades que tem algum potencial turístico e que recebem turistas. Dessa maneira, aumenta a importância e necessidade de estudos e pesquisas no setor, visando orientar esse crescimento e organizar as ações humanas no que diz respeito às instalações e facilidades necessárias para que a atividade turística seja introduzida e mantida de maneira sustentável, ao meio ambiente, à cultura e à comunidade local, buscando minimizar os possíveis impactos negativos e maximizar benefícios e impactos positivos. Alguns desses impactos podem ser visualizados na figura 1.</p>
<div id="attachment_81" class="wp-caption alignnone" style="width: 727px"><img class="size-full wp-image-81 " title="turismoLocal" src="http://projetur.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/12/turismoLocal1.jpg" alt="Figura 1: Impactos do Turismo" width="717" height="268" /><p class="wp-caption-text">Figura 1: Impactos do Turismo</p></div>
<p>Entretanto, é necessário que o desenvolvimento do turismo ocorra com base em planejamento, e não meramente de forma espontânea. Segundo Hall (2001), quando o turismo se desenvolve com base em planejamento é mais fácil minimizar impactos potencialmente negativos, maximizar retornos econômicos nos destinos e, dessa forma, estimular uma resposta mais positiva por parte da comunidade hospedeira em relação ao turismo a longo prazo.</p>
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		<title>Gestão em Hospitalidade</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/11/11/gestao-em-hospitalidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 14:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[gestao]]></category>
		<category><![CDATA[hospitalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Gestão em Hospitalidade, é a disciplina que ministro no Cesmac na Pós-graduação em Hotelaria, Eventos e Lazer .
Durante a discussão em sala de aula foram elaborados conceitos de Hospitalidade de forma individual, posteriormente em um formato coletivo.
Sabemos que as análises do desenvolvimento da atividade turística no mundo atual passam por uma profunda reflexão de natureza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gestão em Hospitalidade, é a disciplina que ministro no Cesmac na Pós-graduação em Hotelaria, Eventos e Lazer .</p>
<p>Durante a discussão em sala de aula foram elaborados conceitos de Hospitalidade de forma individual, posteriormente em um formato coletivo.</p>
<p>Sabemos que as análises do desenvolvimento da atividade turística no mundo atual passam por uma profunda reflexão de natureza conceitual e filosófica que considera a hospitalidade, além das questões econômicas e dos efeitos da globalização, adentrando no campo das ideias, da religião e da ética, tendo como pano de fundo a diversidade cultural. Trata-se de uma mudança de perspectiva em que se volta o olhar para as relações que o turista estabelece com o meio ambiente, com os demais turistas e com os anfitriões, uma mudança qualitativa que valoriza o contato pessoal com o visitante enfatizando mais as pessoas do que as instalações.</p>
<p>Em meio a essa abordagem percebemos que a formação acadêmica influencia nessa abordagem. A constituição dos alunos dessa turma está praticamente focada no setor do turismo, pois integram a equipe pessoas com formação em: turismo, marketing, eventos, gestão em alimentos, hotelaria, e para complementar a equipe pessoas com formação em: teologia, nutrição, administração e secretariado executivo. Como a proposta dessa disciplina é trabalhar a ideia de hospitalidade em um contexto de planejamento e gestão, foi inicialmente elaborado e discutido o conceito de Hospitalidade.</p>
<p>Em meio à discussão</p>
<p>Abaixo seguem alguns conceitos elaborados por essa turma que por achar muito interessante trago aqui para compartilhar.</p>
<p><strong>CONCEITOS HOSPITALIDADE </strong></p>
<p>A arte em saber receber bem, que deverá está presente nas atividades exercidas, nas diversas áreas do atendimento. Dentro do âmbito profissional a hospitalidade está relacionada à qualidade do serviço oferecido. (Andréa Bulhões, Cláudio Virgínio, Leandro Lira, Manoella Camelo, Tacyanna Paz e Raquel Capeline).</p>
<p>Tratar as pessoas com reciprocidade, ou seja dar aos outros o que você gostaria de receber. (André Gomes, Caroline Borges, Helenilson Ferreira, Mucio Freire, Maria renilde Melo).</p>
<p>É essencialmente a prestação de serviços tangíveis e intangíveis com qualidade, buscando identificar as expectativas e as necessidades de ambas as partes. (Daniela Correia, Maria José, Jackson Maciel, Gyselle Conde, Karla Amorim e Mônica Viviane).</p>
<p>Arte do bem Recber. Ter a percepção para identificar o que o outro veio buscar, oferecendo além de tudo um bom serviço. (Sandra Farias, Vilma Stimer, Cléa Maria, Rogéria Duarte, Ederly Melo, Florenildes Lima).</p>
<p>É saber conjugar o verbo acolher tornando o ambiente agradável, confortável e aconchegante, de forma que as pessoas acolhidas sintam-se em seu segundo lar. (Luciane de Souza, Cristina Quirino, Rosiane Alves, Caroline Carvalho, Yara Leão e Ana Paula).</p>
<p>Esse é o resumo de nossa primeira aula, apenas o início de uma valiosa troca de conhecimentos.</p>
<p>Até a próxima.</p>
<p><a href="http://projetur.com.br/blog/2009/11/11/gestao-em-hospitalidade/#respond" target="_blank">Fiquem a vontade para comentar…</a></p>
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		<title>DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO E INDICADORES: REFLEXÕES TEÓRICAS</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/10/24/desenvolvimento-turistico-e-indicadores-reflexoes-teoricas/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 13:58:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[RESUMO
O artigo tem o intuito de apresentar o Índice de Desenvolvimento Turístico – IDT, como elemento de reflexão, decorrente de uma revisão de literatura, em busca de verificar a sua contribuição ao setor turístico relacionado ao desenvolvimento de uma localidade. Foi tomado como base o efeito multiplicador da atividade turística e seus impactos na economia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RESUMO</strong></p>
<p>O artigo tem o intuito de apresentar o Índice de Desenvolvimento Turístico – IDT, como elemento de reflexão, decorrente de uma revisão de literatura, em busca de verificar a sua contribuição ao setor turístico relacionado ao desenvolvimento de uma localidade. Foi tomado como base o efeito multiplicador da atividade turística e seus impactos na economia e comunidade receptora de turistas, conceitos e definições de indicadores. Mostrando também a importância dos indicadores para a elaboração do planejamento turístico desejado.</p>
<p><strong>Palavras-chave:</strong> indicadores, desenvolvimento, turismo, planejamento.</p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>No momento atual a palavra que vem ocupando o centro das discussões é o desenvolvimento sustentável, paralelo aos desafios da desigualdade social, do desemprego, da pobreza, dos desequilíbrios ambientais e da paz mundial. Há, no entanto, um momento de incerteza de novos tempos, com as transformações que resultam do processo de transição da modernidade para a sociedade pós-moderna.</p>
<p>De acordo com Latour (1994) vivemos num mundo povoado por objetos híbridos, nos quais não conseguimos mais fazer operar as modernas práticas de purificação responsáveis por estabelecer as distinções entre o natural e o social, objeto e o sujeito.</p>
<p>Diante deste cenário aparecem novas representações sócio-econômicas, pois crescimento econômico não significa necessariamente desenvolvimento, muitas regiões, apesar de possuírem suas economias em ascensão permanecem estagnadas ou até em declínio em relação às questões sociais e ambientais.</p>
<p>Atualmente os indicadores que determinam o desenvolvimento, não estão baseados somente as questões econômicas. Como mostra Veiga (apud RIVERO, 2006 p. 22 – 23) “são os gurus do mito do desenvolvimento que têm uma visão quantitativa do mundo. Ignoram os processos qualitativos histórico-culturais, o progresso não-linear da sociedade, as abordagens éticas, e até prescindem dos impactos ecológicos”.</p>
<p>Como uma das novas representações socioeconômica, surge à atividade do turismo, considerada uma das mais relevantes atividades econômicas, que vem se desenvolvendo com muita rapidez, que mais gera renda, distribui riqueza, cria empregos, combate à pobreza e promove o entendimento entre as pessoas e os povos.</p>
<p>Apresenta-se como um espaço de tendência das diferentes teorias, capaz de articular um processo de desenvolvimento, em que se preocupe em resgatar a identidade e promover o ser humano, preservar e melhorar o meio ambiente e patrimônio histórico e cultural.</p>
<p>De acordo com (AMARAL e TEXEIRA 2006, p. 1052) “a atividade turística pode ser uma oportunidade para alguns lugares se desenvolver; muitos países têm na atividade enorme potencialidade de desenvolvimento”. Os autores ainda colocam que a atividade turística é impactante; porém há impactos que podem ser maléficos e outros que podem ser benéficos para a localidade em que esta atividade se desenvolve.</p>
<p>A realidade mundial socioeconômica mostra que algumas questões que envolvem o desenvolvimento de uma localidade através da atividade turística devem ser discutidas. Então ficam as indagações:</p>
<p>- O segmento do turismo seria um fator de desenvolvimento local?</p>
<p>- Até que ponto os indicadores pode contribuir na análise e desenvolvimento da atividade turística de uma localidade?</p>
<p>Entretanto, o propósito deste artigo é apresentar o Índice de Desenvolvimento Turístico – IDT, para refletirmos sobre a sua contribuição em relação ao segmento turístico como fator ao desenvolvimento de uma localidade.</p>
<p><strong>TURISMO, DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO</strong></p>
<p>O turismo se transformou em uma atividade marcante, constituindo-se em uma das maiores fontes de renda no mundo. Observa-se um crescimento contínuo do fenômeno turístico em toda a face da terra e sua contribuição para a criação de riquezas e melhoria do bem-estar dos cidadãos. Faz-se sentir de múltiplas formas: entrada de divisas, geração e produção de novos empregos, desenvolvimento de infra-estruturas em diversos setores, promoção da satisfação dos indivíduos, preocupação com o meio ambiente e recuperação do patrimônio histórico e cultural.</p>
<p>Esta afirmação é reforçada por Trigo (1998, p. 9) dizendo que:</p>
<p>O turismo está entrelaçado com o entretenimento, à indústria cultural eletrônica e imprensa, o esporte e a saúde (&#8230;). O turismo é discutido atualmente como uma das forças transformadoras do mundo pós-industrial (&#8230;). Com a implementação de novas tecnologias, como a informática e as telecomunicações e a engenharia genética, o turismo está ajudando a redesenhar as estruturas mundiais, influenciando a globalização e, em última análise, a nova ordem econômica internacional.</p>
<p>O turismo tem efeito direto e indireto na economia de uma localidade ou região. Os efeitos diretos são os resultados das despesas realizadas pelos turistas dentro dos próprios equipamentos e de apoio, pelos quais o turista pagou diretamente. Os efeitos indiretos do turismo são resultantes da despesa efetuada pelos equipamentos e prestadores de serviços turísticos na compra de bens e serviços de outro tipo. Trata-se de um dinheiro que foi trazido pelo turista, mas que será gasto por outrem que o recebera do turista em primeira mão. Numa terceira etapa de circulação do dinheiro do turista estão os efeitos induzidos, que são constituídos pelas despesas realizadas por aqueles que receberam o dinheiro dos prestadores dos serviços turísticos e similares. (BARRETO, 1995)</p>
<p>De acordo com os dados do Banco Central do Brasil, em 2005 o país alcançou a receita cambial turística de US$ 3,86 bilhões, superior em 19,83% ao ano de 2004 (US$ 3,22 bilhões), atingindo marca de 34 meses consecutivos de crescimento, desde março de 2003 (tabela 1).</p>
<p align="center"><strong>Tabela 1</strong></p>
<p align="center"><strong>RECEITA CAMBIAL TURÍSTICA </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center"><strong>ANO</strong></p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center"><strong>(MILHÕES US$)</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2003</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">2,48   (US$)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2004</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">3,222   (US$)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2005</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">3,861   (US$)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: BRASIL, 2006<a href="#_ftn1">[1]</a></p>
<p>O turismo, entretanto contribui com a geração de trabalho, ocupação e renda, e conseqüentemente a melhoria da qualidade de vida da população. De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego, o mercado formal de trabalho em turismo no país, passou de 1.499.497 pessoas empregadas, em 2001, para 1.913.936 pessoas empregadas, em 2005, o que representa um crescimento da ordem de 28% em quatro anos (tabela 2).</p>
<p align="center"><strong>Tabela 2 </strong></p>
<p align="center"><strong>EVOLUÇÃO NO NÚMERO DE EMPREGOS FORMAIS NA ATIVIDADE TURÍSTICA</strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2001</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2002</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2003</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2004</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2005</p>
</td>
<td width="111" valign="top">
<p align="center">ACUMULADO</p>
<p align="center">2003/2004/2005</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.499.497</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.651.022</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.724.587</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.825.526</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.913.936</p>
</td>
<td width="111" valign="top">
<p align="center">262.914</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: BRASIL, 2006<a href="#_ftn2">[2]</a></p>
<p>Já não se pode mais negar de que o turismo hoje seja um grande gerador de divisas e empregos, e fator decisivo no desenvolvimento socioeconômico das localidades e que precisa se adaptar às novas exigências do mercado e de seus clientes.</p>
<p>De acordo com Dias (2003, p. 159),</p>
<p>O turismo, enquanto uma atividade a ser integrada no modelo de desenvolvimento local apresenta características específicas. Uma das mais importantes e que o diferencia de outras atividades econômicas é que deve ser consumida no local a matéria-prima que o sustenta. Nesse sentido, é uma atividade que apresenta dupla face, pois ao mesmo tempo em que o espaço é produtivo, um espaço de produção e geração de atividade, também é um espaço de consumo.</p>
<p>Percebe, entretanto que o turismo possui relação mútua com diversos setores da economia, e para que haja um desenvolvimento turístico adequado, é necessário integrá-lo as demais atividades existentes na localidade, refletir como a atividade pode ser concebida no ideário e no papel do planejamento desenvolvimentista. Pois o turismo dependendo da maneira que está sendo implementado, pode se tornar o inverso do propósito de desenvolvimento, concentrador de renda, excludente e perpetuador de desigualdades socioespaciais e negligente na utilização dos recursos naturais.</p>
<p>Para que essa atividade seja realmente considerada uma forma de desenvolvimento para uma localidade, é preciso entender e funcionar de acordo com a as redes políticas, sociais, ambientais e econômicas. Como mostra Silva (2003, p. 09)</p>
<p>O desenvolvimento deve ser visto no seu sentido amplo, valorizando o crescimento com efetiva distribuição de renda, com superação significativa dos problemas sociais e comprometimento ambiental, o que só pode ocorrer com profundas mudanças nas estruturas e processos econômicos, sociais, políticos e culturais de uma dada sociedade.</p>
<p>Conforme Ruschmann (1997), o desenvolvimento do turismo em uma determinada localidade passa por sete fases: exploração, investimento, desenvolvimento, consolidação, estagnação, declínio e rejuvenescimento.</p>
<p>Então, a ligação entre turismo e desenvolvimento é demonstrada a partir dos efeitos social e produtivo, impactos ambientais, fluxos de turistas, mudanças na cultura da localidade e exercícios de cada região, dentre outros. Daí a importância da elaboração do planejamento do turismo para criar condições para o desenvolvimento turístico desejado.</p>
<p>É percebido, entretanto, que essa atividade possui inter-relações com os demais setores da economia e que influencia e sofre influências dos diversos segmentos da estrutura administrativa local, precisando assim ficar atentos as oportunidades e ameaças, que o setor pode causar. Sendo as oportunidades criação de novos empregos, proteção ambiental e cultural, aumento da renda, dentre outras e as ameaças, doenças que podem prejudicar a comunidade local, mudanças nos valores culturais, modificação nos padrões de consumo dentre outros, devido ao modelo de desenvolvimento turístico que é marcado pela improvisação e pela cultura do curto prazo.</p>
<p>Para que a atividade do turismo seja aproveitada da melhor maneira e assim possa proporcionar de fato o desenvolvimento, segundo Amaral e Teixeira (2006) é necessário que se realize um planejamento, possibilitando o crescimento econômico associado com o desenvolvimento nos campos: social, cultural e ecológico.</p>
<p>Entretanto, seu desenvolvimento sempre esteve pautado no mesmo molde de qualquer outra atividade humana – o enfoque econômico. Enquanto o turismo pode contribuir sensivelmente para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de amplas regiões, tem, ao mesmo tempo, o potencial para degradar o ambiente natural, as estruturas sociais e a herança cultural dos povos.</p>
<p>Como afirma Dias (2003, p. 13), por mais que pesem os importantes aspectos positivos do desenvolvimento turístico, há problemas que devem ser contornados e que podem trazer graves conseqüências para qualquer localidade, e que só poderão ser evitados com o rigoroso planejamento da atividade e participação ativa de amplo leque de atores, destacando-se: a comunidade receptora, órgãos da administração pública, empresários do ramo, visitantes e organizações do terceiro setor.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>INDICADORES</strong></p>
<p>Indicador é algo que indica uma tendência de forma quantificada, ou uma medida ao longo do tempo que é mensurada em determinado espaço, onde fornece informações e comportamentos dos fenômenos abordados. É importante que ele seja útil (para facilitar o planejamento); prático, preciso e claro (facilitando a compreensão dos dados, pois quantifica apenas o necessário e, dessa forma, de fácil aplicação); sensível (capta mudanças mesmo que mínimas) e confiável, pois é reflexo da realidade.<strong> </strong></p>
<p>Conforme abordagem de Mueller et al. (1997), um indicador pode ser um dado individual ou um agregado de informações. A proporção de domicílios em terrenos próprios e quitados, por exemplo, é um indicador das condições de segurança de posse da cidade. Mesmo sendo um dado simples, obtido pelas pesquisas como PNAD, POF, Censo e pesquisa Origem/Destino, tem significado importante na tentativa de explicação da degradação ou não daquele determinado trecho urbano e sua relação direta com a segurança da posse, permitindo inferir em que medida práticas no espaço público estão ou não diretamente relacionadas com o indicador acima mencionado.</p>
<p>A formulação de modelos de representação das condições de vida, da população e de seus espaços, através de indicadores índices de demanda certos atributos que respondam às diferentes dimensões de análise. Um bom indicador, de acordo com Mueller et at. (1997) deve conter os seguintes atributos</p>
<p>- <strong>Simplificação:</strong> um indicador deve descrever de forma sucinta o estado do fenômeno estudado. Mesmo com causas complexas, deve ter a capacidade de sintetizar e refletir da forma mais próxima possível à realidade;</p>
<p>- <strong>Quantificação:</strong> enquanto número, a natureza representativa do indicador deve permitir coerência estatística e lógica com as hipóteses levantadas na sua consecução;</p>
<p><strong> &#8211; Comunicação</strong>: o indicador deve comunicar eficientemente o estado do fenômeno observado. Um bom indicador, via de regra, simplifica para tornar quantificável aspectos do fenômeno, de forma a permitir a comunicação;</p>
<p><strong> &#8211; Validade</strong>: um indicador deve ser produzido em tempo oportuno, pois é um importante elemento no processo decisório dos setores público e privado;</p>
<p><strong> &#8211; Pertinência</strong>: o indicador deve atender às necessidades dos seus usuários. Deve</p>
<p>transmitir informações de forma fácil com base cientifica e método adequados.</p>
<p>Diante destes atributos percebe-se que as coleções estatísticas sobre o universo urbano devem responder à ampla maioria das dimensões que o constituem, ou seja, os indicadores devem contemplar recortes em séries temporais e espaciais, pois caso contrário trata-se não de um sistema, mas de um banco de dados urbanos.</p>
<p>A utilização dos princípios e metodologia, que sustentam o Índice Desenvolvimento Humano ainda não foi aplicada ao turismo. É nesta linha que é apresentado o Índice de Desenvolvimento Turístico &#8211; IDT, que propõe verificar qual o nível de desenvolvimento turístico de um destino, seja uma cidade, localidade, região ou país, de modo a poder dar uma noção do estado desse local, ao longo do seu ciclo de vida, mensurar, identificar e demonstrar aos órgãos responsáveis o rumo e as dificuldades que atravessa a atividade turística em uma localidade específica e em um período de tempo determinado, possibilitando a criação de um banco de dados que demonstrará a evolução do turismo, se está direcionado à sustentabilidade, à preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental e ao desenvolvimento social da comunidade local.</p>
<p>É importante ressaltar, conforme Ko (2005) que a informação obtida deve servir como referência e não como uma solução absoluta, pois como diz Wilson (1998) não é possível encontrar uma medida correta da contribuição do turismo para a economia.</p>
<p>Para o planejamento turístico, o IDT funcionará como um meio de avaliação e monitoração se os objetivos e metas do setor público e privado estão sendo alcançados, no sentido da sustentabilidade e desenvolvimento social, podendo também demonstrar as falhas existentes, para que possam ser corrigidas em planejamentos futuros. É comum erros e acontecimentos inesperados influenciarem no alcance dos objetivos pré-determinados (CASTRO e NASCIMENTO 2007).</p>
<p>A criação do IDT visa um método de avaliação e comparação da atividade turística que possa ser calculado universalmente. Dessa forma, alguns itens relevantes para o Turismo (ex.: condições das estradas rodoviárias) não seguem regra geral de influenciar, da mesma forma, em todas as localidades a sustentabilidade e o desenvolvimento social e por isso não devem ser incluídas no calculo do Índice de Desenvolvimento Turístico. Também não devem ser acrescentadas ao índice, medidas subjetivas como a classificação da importância turística dos atrativos da localidade, pois cada visitante pode apresentar interesses diferentes de outro.</p>
<p>Para o cálculo, serão utilizados, o máximo possível, dados de indicadores já existentes oferecidos pelos órgãos públicos e que possuem credibilidade junto à sociedade, a fim de facilitar sua implementação e diminuir custos, tais como da EMBRATUR e IBGE.</p>
<p>A sustentabilidade é a visão de que a região deve preservar o meio ambiente, a cultura e história do local. Para isso, são importantes, para a população local, a conscientização e a informação detalhada e clara sobre os efeitos que o turismo pode desencadear e o papel primordial dos moradores da região na atividade turística. A população local deverá ser inserida em todo o contexto, não apenas obtendo lucros, mas participando também do lazer oferecido. E para que isso ocorra, os órgãos públicos devem criar e apoiar ações e leis que regulamentam os investimentos.</p>
<p>O crescimento do turismo em determinada região não implica que ocorrerá desenvolvimento. Por isso, a questão principal do IDT será calcular, além da a sustentabilidade do fenômeno turístico em determinada região, o desenvolvimento econômico, as alterações na qualidade de vida da população local e a qualidade da visita.</p>
<p>Segundo Castro e Nascimento (2007) para ser calculado, o IDT foi dividido em três grupos. O grupo denominado de “Desenvolvimento Econômico” calcula se a comunidade local também se beneficia do turismo; o grupo “Infra-Estrutura Básica da Localidade” calcula a qualidade dos serviços públicos oferecidos que influenciam na qualidade de vida da comunidade e na qualidade da viagem dos turistas; e o grupo “Meio Ambiente”, que calcula a preservação do patrimônio natural, cultural e histórico. Todos os “grupos” são responsáveis pela sustentabilidade do fenômeno turístico.</p>
<p>Para cada grupo definido no IDT existem tópicos e fórmulas específicos a serem analisados e realizados, que darão suporte para o resultado final. No cálculo final do Índice de Desenvolvimento Turístico &#8211; IDT, obtém-se o valor final que será um número “x” tal que “x” é maior-igual a 0 (zero) e/ou menor-igual a 1 (um). Quanto mais próximo do número 1 (um), melhor é o Índice do território em questão. Realiza o somatório, IDT= DE (desenvolvimento econômico) + IB (infra-estrutura básica) + MA (meio ambiente) e divide por 3 (três).</p>
<p>O Índice de Desenvolvimento Turístico não engloba todos os fatores responsáveis para a sustentabilidade e o desenvolvimento social, mas, através dos “pontos” selecionados, é reflexo da realidade de todos os fatores. É importante a articulação e organização de todos os setores da sociedade, conscientes da importância do IDT, para que o Índice possa ser calculado, a fim de mostrar a realidade da atividade turística em determinada região.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong></p>
<p>A atividade turística, de acordo com seu efeito multiplicador: entrada de divisas, geração e produção de novos empregos, desenvolvimento de infra-estruturas em diversos setores, promoção da satisfação dos indivíduos, preocupação com o meio ambiente e recuperação do patrimônio histórico e cultural. Percebe, entretanto, que esta pode representar uma excelente alternativa para o desenvolvimento local de maneira a preservar a identidade local, conservar os patrimônios (natural e cultural) e dinamizar a economia das cidades.</p>
<p>Por conseguinte, desenvolvimento não deve ser entendido apenas como sinônimo de crescimento ou desenvolvimento econômico, embora muitos continuem para reduzi-lo a este significado, por ser mensurado por meio do Produto Nacional Bruto &#8211; PNB ou Produto Interno Bruto &#8211; PIB e pela modernização tecnológica, em que ambos se estimulam reciprocamente. Como foi mostrado o desenvolvimento vai além das questões econômicas, pois muitas regiões, apesar de possuírem suas economias em ascensão permanecem estagnadas ou até em declínio em relação às questões sociais e ambientais.</p>
<p>O modelo proposto do IDT pressupõe a utilização de dados oficiais, com isso poderá levar no tempo a um maior controle por parte das autoridades, de modo a melhorar a sua posição num eventual “ranking turístico” e realmente focar em um desenvolvimento em prol da comunidade. Como diz Tooman (1997a) para proporcionar benefícios às populações locais resultantes do desenvolvimento turístico, as políticas a serem implementadas devem controlar o crescimento e centrar-se na diversidade econômica, daí a importância que tenhamos várias variáveis identificadas como condições turísticas. Também defende que um destino pode ser entendido como uma combinação (ou até uma marca) de todos os produtos, serviços e experiências proporcionadas pelo lugar.</p>
<p>É notado, entretanto que o modelo de medição do desenvolvimento turístico de acordo com Índice de desenvolvimento Turístico proposto reforça essa mesma consciência política, pois permite incrementar as áreas mais debilitadas em termos de desenvolvimento turístico, como é o caso da infra-estrutura básica, do meio ambiente e da geração de emprego e renda para a população local.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p>AMARAL, Patrícia Daliany A. do e TEIXEIRA, Kátia Simone S. <strong>Turismo e</strong> <strong>Desenvolvimento: escolhas que fazem a diferença.</strong> X Encontro Nacional de Turismo com Base Local. João Pessoa, p. 1051 – 1060, 2007.</p>
<p>BARRETO, Margarita. <strong>Manual de iniciação ao estudo do turismo.</strong> Campinas: Papirus, 1995.</p>
<p>BRASIL, Ministério do Turismo. <strong>O Turismo no Brasil 2007/20010.</strong> Brasília. 2006.</p>
<p>BUARQUE, Sérgio C. <strong>Construindo o desenvolvimento local sustentável.</strong> Rio de Janeiro: Garamond, 2006.</p>
<p>CASTRO, André Luiz Costa de e NASCIMENTO, Raquel Lima. <strong>Índice de Desenvolvimento Turístico. &lt;</strong><a href="http://www.etur.com.br/">http://www.etur.com.br</a>&gt; Acesso em: 25 de julho de 2007.</p>
<p>DIAS, Reinaldo. <strong>Planejamento do Turismo: política e desenvolvimento do turismo no Brasil.</strong><em> </em>São Paulo: Atlas, 2003.</p>
<p>KO, T.G. (2005). <strong>Development of a tourism sustainability assessment procedure: a conceptual approach</strong>. Tourism Management<em> </em>(26), pp. 431-445.</p>
<pre>LATOUR, Bruno. <strong>Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica.</strong> Tradução de Carlos Irineu da Costa, Rio de Janeiro: Ed.34, 1994.</pre>
<pre></pre>
<p>MUELLER ,C. C.; TORRES, M.; MORAIS, M. P. <strong>Referencial básico para a construção de um sistema de indicadores urbanos. </strong>IPEA, Brasília, 1997.</p>
<p>RUSCHMANN, Doris Van. <strong>Turismo e planejamento sustentável: a proteção do meio ambiente. </strong>12ª ed. Campinas, SP: Papirus, 1997.</p>
<p>SILVA, S. B. M. <strong>O turismo como instrumento de desenvolvimento e redução da pobreza: uma perspectiva territorial.</strong> CORIOLANO, L. N. M. T., LIMA, L. C. (orgs) Turismo comunitário e responsabilidade sócio-ambiental. Fortaleza: EDUECE, 2003. pp.19-25.</p>
<p>TOOMAN, L.A. (1997a). <strong>Applications of the lifecycle model in tourism.</strong> Annals of Tourism Research (24), pp. 214-234.</p>
<p>WILSON, K. (1998). <strong>Market / Industry confusion in tourism economic analyses.</strong> Annals of Tourism Research<em> </em>(25), pp. 803-817.</p>
<p>TRIGO, Luiz Gonzaga Godói. <strong>A sociedade Pós-Industrial e o Profissional de Turismo</strong>. São Paulo: Campus, 1998.</p>
<p>VEIGA, José Eli da. <strong>Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. </strong>Rio de Janeiro: Garamond, 2ª edição, 2006.<strong> </strong></p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> São dados originalmente do Banco Central do Brasil, citados pelo Ministério do Turismo.</p>
<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, citados pelo Ministério do Turismo.</p>
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		<title>CERTIFICAÇÃO DO TURISMO SUSTENTÁVELParte III de III: Conclusão</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/08/15/certificacao-do-turismo-sustentavelparte-iii-de-iii-conclusao/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 11:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[CONCLUSÃO
 
Desenvolvimento sustentável é um campo emergente, cujos conceitos e idéias vêm sendo trabalhados com mais intensidade nos últimos dez anos, com grande adesão em nível internacional, todos com a preocupação com o futuro do planeta terra. A sua concepção resulta do grau de compreensão da insustentabilidade do atual modelo de desenvolvimento, na medida em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CONCLUSÃO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Desenvolvimento sustentável é um campo emergente, cujos conceitos e idéias vêm sendo trabalhados com mais intensidade nos últimos dez anos, com grande adesão em nível internacional, todos com a preocupação com o futuro do planeta terra. A sua concepção resulta do grau de compreensão da insustentabilidade do atual modelo de desenvolvimento, na medida em que conseguimos visualizar, no horizonte próximo, a finitude dos recursos disponíveis, os quais a economia tem explorado para a produção de bens e serviços para atender as necessidades humanas. É preciso, entretanto reverter um modelo perverso de produção, com base em novos paradigmas, onde a relação homem-natureza precisa ser restabelecida em termos de valores.</p>
<p>A conservação do meio ambiente não só tem importância ecológica, mas vem trazendo em muitos casos, incluindo a hotelaria e ecoturismo, benefícios financeiros e sociais, tornando-se ainda mais importante sob o ponto de vista empresarial.</p>
<p>Processos de certificação geralmente emitem um selo para empreendimentos e serviços que declaram e atestam possuir determinada qualidade. No caso do turismo, trata-se da adoção voluntária de normas operacionais que visem aprimorar o desempenho sócio-ambiental do empreendimento e seu entorno.<strong> </strong></p>
<p>No entanto, é importante frisar que a certificação não é a única solução para a sustentabilidade, mas sim uma das ferramentas para se chegar lá. Onde é fundamental prosseguir através de um processo verdadeiramente participativo, em base as experiências brasileiras (e aquelas internacionais de relevância) com definição e elaboração de normas e indicadores ambientais possíveis de serem adotados pelo pequeno e médio empresário.</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p>ABIH – HYPERLINK <a href="http://abih.com.br/principal/estaduais/index.php?show=8">http://abih.com.br/principal/estaduais/index.php</a> Acesso em 14/01/2008.</p>
<p>BENI, Mário Carlos. <strong>Análise estrutural do turismo</strong>. 6. ed. São Paulo: SENAC, 2001.</p>
<p>BUARQUE, Sérgio C. <strong>Construindo o desenvolvimento local sustentável</strong>. Rio de Janeiro: Garamond, 2002.</p>
<p>DIAS, Reinaldo. <strong>Planejamento do Turismo: política e desenvolvimento do turismo no Brasil.</strong><em> </em>São Paulo: Atlas, 2003.</p>
<p>HALL, C. Michel. <strong>Planejamento turístico: políticas, processos e relacionamentos.</strong> Tradução de Edite Sciulli. São Paulo: Contexto, 2001. (Coleção Turismo Contexto.)</p>
<p>IRVING, Marta de Azevedo – <strong>Revisitando significados em sustentabilidade no planejamento turístico </strong>- Caderno Virtual de Turismo, vol. 5, N°4 (2005) ISSN: 1677-6976.</p>
<p>MARTINS, Clerton (org.). <strong>Turismo, Cultura e Identidade</strong>. São Paulo: Roca, 2003.</p>
<p>PACHECO, Ana Lucia Camphora e Irving, Marta de Azevedo – <strong>Turista, o sujeito oculto da sustentabilidade</strong> – in Turismo e sustentabilidade no Estado do Rio de Janeiro,(org. Bartholo, Delamaro, Badin),  Ed. Garamond, RJ, 2005.</p>
<p>RUSCHMANN, Dóris. <strong>Turismo e Planejamento Sustentável. </strong>10ª ed. Campinas, SP:</p>
<p>Papirus Editora, 2003.</p>
<p>SWARBROOKE, John. <strong>Turismo Sustentável: meio ambiente e economia</strong>. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2000. v. 2.</p>
<p>TRIGO, Luiz Gonzaga Godói. <strong>A sociedade Pós-Industrial e o Profissional de Turismo</strong>. São Paulo: Campus, 1998.</p>
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		<item>
		<title>CERTIFICAÇÃO DO TURISMO SUSTENTÁVELParte II de III: A certificação</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/08/10/certificacao-do-turismo-sustentavelparte-ii-de-iii-a-certificacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 13:06:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[CERTIFICAÇÃO DO TURISMO SUSTENTÁVEL
Buscando garantir este equilíbrio ecológico-social tem-se discutido recentemente em vários fóruns a certificação do turismo no Brasil. Processos de certificação geralmente emitem um selo para empreendimentos e serviços que declaram e atestam possuir determinada qualidade. No caso do turismo, trata-se da adoção voluntária de normas operacionais que visem aprimorar o desempenho sócio-ambiental [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>CERTIFICAÇÃO DO TURISMO SUSTENTÁVEL</strong></p>
<p>Buscando garantir este equilíbrio ecológico-social tem-se discutido recentemente em vários fóruns a certificação do turismo no Brasil. Processos de certificação geralmente emitem um selo para empreendimentos e serviços que declaram e atestam possuir determinada qualidade. No caso do turismo, trata-se da adoção voluntária de normas operacionais que visem aprimorar o desempenho sócio-ambiental do empreendimento e seu entorno.</p>
<p>A certificação vem de encontro a uma tendência internacional de estabelecer produtos realmente sustentáveis e de atender ao consumidor mais consciente, também refletindo novas formas e modalidades operacionais, compatíveis com princípios de conscientização empresarial, que vêm se expandindo consideravelmente no Brasil. É um mecanismo que tem por objetivo identificar ou atestar determinada característica do produto ou da atividade turística.</p>
<p>Os tipos de certificações estão divididos em: Certificação de parceiros; Auto certificação / declaração e Certificação Independente. Para que a certificação possua credibilidade é necessário ser: independente; tecnicamente consistente; não discriminatória; transparente e voluntária.</p>
<p>No geral, o processo de certificação ocorre de acordo com o fluxograma abaixo:</p>
<p>Fonte: PCTS</p>
<p><strong>A questões consideradas na certificação implicam em:</strong></p>
<p>- Conservação de água;</p>
<p>- Conservação de energia;</p>
<p>- Minimização e tratamento de lixo;</p>
<p>- Produtos locais ou produzidos de maneira sustentável;</p>
<p>-Capacitação do equipe de funcionários.</p>
<p><strong>Assuntos relacionados com a erradicação da pobreza:</strong></p>
<p>-Compromisso com o emprego local;</p>
<p>-Compra local de produtos e serviços;</p>
<p>-Apóio às empresas de pequena escala;</p>
<p>-Acesso aos recursos locais.</p>
<p><strong>Benefícios Potenciais da Certificação:</strong></p>
<p>- Escolhas responsáveis de ponto de vista ambiental e social;</p>
<p>- Consciência de práticas de comércio responsáveis;</p>
<p>- Educar empresas/operadores;</p>
<p>- Elevar normas das empresas;</p>
<p>- Possíveis economias de custos;</p>
<p>- Proteger a base de recursos para o turismo;</p>
<p>- Fornecer benefício de mercado aos (produtos) certificados;</p>
<p>- Participação na certificação;</p>
<p>- Proteger a imagem/reputação do destino.</p>
<p>Certificações, padrões e parâmetros setoriais e governamentais de qualidade estão sendo incorporados às políticas públicas como instrumentos de diferenciação. Já existe uma crescente demanda da sociedade por ofertas turísticas associadas à utilização sustentável dos patrimônios natural e cultural. Esse crescente interesse por parte dos consumidores é reconhecido pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis &#8211; ABIH, com a criação do Programa de Responsabilidade Ambiental Hóspedes da Natureza – PHN, em 2001. A adequação do parque hoteleiro brasileiro a critérios de sustentabilidade, constitui uma importante ferramenta promocional dos destinos nacionais nos principais centros emissores internacionais.</p>
<p>Para estimular a gestão ambiental, através dos Selos ABIH de Comprometimento Ambiental, foram adotadas as metas do <em>Environmental Action Pack, </em>manual de adequação ambiental do <em>International Hotel Environment Initiative,</em> com sede em Londres. Pra adequar essas metas às condições brasileiras, e para facilitar a adesão de novos empreendedores, o Programa ganhou o apoio do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade. A perspectiva de responsabilidade social foi introduzida a esse processo, enfatizando a necessidade de envolvimento das equipes profissionais, os fornecedores, as comunidades locais e os hóspedes (ABIH, 2003). Com o objetivo de introduzir “a cultura de investimentos em ações socioambientais que revertam em benefícios econômicos, sociais e ambientais para o empreendimento em si e para comunidade em geral, com efetiva participação dos hóspedes” (ABIH, 2003).</p>
<p>O compromisso com a sustentabilidade da atividade hoteleira inclui a busca do equilíbrio entre oferta e demanda, a redução, e a possível eliminação, de desperdícios, incluindo o de potencial humano. (PACHECO &amp; IRVING, 2005, p.315)</p>
<p>O processo para estabelecimento de um sistema de certificação confiável, necessita de normas e critérios adequados ao contexto em que serão aplicados, gerados por um processo participativo envolvendo diversos segmentos do turismo: sociedade civil, governo e setor privado. Tal processo possibilita um diálogo entre os atores, conhecimento dos interesses e barreiras vividas por cada setor, e a busca de soluções comuns. Fazendo com que esta trajetória gere uma desejada “apropriação” do sistema a elaborar, fator determinante na adesão às práticas sustentáveis, já que o sistema é voluntário.</p>
<p>Entretanto vale ressaltar que a certificação não é a única solução para a sustentabilidade, mas sim uma das ferramentas para se chegar lá. Neste contexto, é fundamental prosseguir através de um processo verdadeiramente participativo, em base as experiências brasileiras (e aquelas internacionais de relevância) com definição e elaboração de normas e indicadores ambientais possíveis de serem adotados pelo pequeno e médio empresário.</p>
<p>O novo paradigma do TURISMO SUSTENTÁVEL<strong> </strong>considera a autenticidade cultural, a inclusão social, a conservação do meio ambiente e a qualidade dos serviços, como peças fundamentais para a viabilidade econômica do turismo ao longo prazo.</p>
<p>É importante frisar que já existe no Brasil um Programa de Certificação em Turismo Sustentável &#8211; PCTS, realizado pelo IH – Instituto de Hospitalidade em parceria com o CBTS – Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável, onde se pretende apoiar os empreendedores do turismo, especificamente os meios de hospedagens, a responder aos novos desafios do setor de turismo aprimorar a qualidade e a competitividade das micro e pequenas empresas (MPE) de turismo, estimulando seu melhor desempenho nas áreas econômica, ambiental, cultural e social, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável do país e a melhoria da imagem do destino Brasil no exterior. Tendo como principais objetivos:</p>
<ul>
<li>Desenvolvimento      do Sistema Brasileiro de Normas e de Certificação em turismo sustentável;</li>
<li>Disseminar informações sobre tecnologias e boas práticas sustentáveis, visando a melhoria de qualidade, meio ambiente, segurança e responsabilidade social no setor turístico;</li>
<li>Capacitar      profissionais para prestar assessoria técnica às empresas;</li>
<li>Fornecer      subsídios para implementar boas práticas sustentáveis nas micro e      pequenas empresas (MPE);</li>
<li>Promover      as empresas participantes e a imagem do destino Brasil Sustentável em      mercados internacionais;</li>
<li>Envolver      as partes interessadas no debate sobre a sustentabilidade das atividades      do setor do turismo.</li>
</ul>
<p>Existe também o Programa de Qualificação e Certificação do Turismo de Aventura, juntamente com o Ministério do Turismo em parceira com o SEBRAE Nacional, executado através de um convênio com a ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura. Tem como principal objetivo, melhorar a qualidade, a segurança e a competitividade dos profissionais e empresas do segmento de turismo de aventura no país através de ações de qualificação, certificação e disseminação de conhecimento.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>CERTIFICAÇÃO DO TURISMO SUSTENTÁVEL Parte I de III &#8211; Resumo</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/08/06/certificacao-do-turismo-sustentavel-parte-i-de-iii-resumo/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 11:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[certificação]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[RESUMO
O artigo tem o intuito de mostrar a importância e os procedimentos básicos, decorrente de uma revisão de literatura, da contribuição que a certificação do turismo sustentável possa oferecer ao setor turístico relacionado ao desenvolvimento de uma localidade, em relação aos fatores econômicos, sócio-culturais e ambientais. Foi tomado como base conceitos e definições de turismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RESUMO</strong></p>
<p>O artigo tem o intuito de mostrar a importância e os <strong>procedimentos básicos, </strong>decorrente de uma revisão de literatura, da contribuição que a certificação do <strong>turismo sustentável </strong>possa oferecer ao <strong>setor turístico </strong>relacionado ao desenvolvimento de uma localidade, em relação aos fatores econômicos, sócio-culturais e ambientais. Foi tomado como base conceitos e definições de <strong>turismo sustentável</strong>, <strong>sustentabilidade </strong>e definições, processos e modelos da certificação do <strong>turismo sustentável </strong>no Brasil.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Palavras-chave</strong>: turismo sustentável; desenvolvimento sustentável; certificação.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p><strong>Como crescer economicamente sem aumentar o uso dos recursos naturais e separar ainda mais as classes sociais? </strong>É ai que entra a aplicação do <strong>desenvolvimento sustentável</strong>, fundamentado em minimizar os impactos sócio-ambientais ‘causados’ pelo crescimento econômico.</p>
<p>No turismo esses impactos também podem ser minimizados, se no planejamento turístico houver uma preocupação real com a questão ambiental e a questão sócio-cultural, até porque a preservação dos recursos naturais influencia no tempo de vida útil da localidade turística.</p>
<p>Quando a atividade turística é desenvolvida com base em planejamento, de acordo com <strong>Hall (2001)</strong>, o <strong>planejamento </strong>pode minimizar impactos potencialmente negativos, maximizar retornos econômicos nos destinos e, dessa forma, estimular uma resposta mais positiva por parte da comunidade hospedeira em relação ao turismo em longo prazo.</p>
<p>O uso sustentável do local, na verdade transforma-se em um aliado das empresas, pois mantém a originalidade do local minimizando a alteração da natureza e a cultura local que são um dos responsáveis pelo fluxo turístico, fluxo esse que faz o uso dos serviços prestados pelas empresas especificamente turísticas ou não, aumentando a vida útil do destino e conseqüentemente da empresa.</p>
<p>No entanto, é demonstrada a importância do turismo sustentável, porque segundo (DIAS, 2003, p.23): “O importante, na relação turismo natureza, é a compensação de que o turismo tem essa característica: quando bem administrado, os impactos positivos são imensamente superiores aos negativos e contribuem decisivamente para a preservação.” Aqui compreendida como cultural e ambiental.</p>
<p>Perante as abordagens de conceitos de <strong>turismo sustentável</strong>, surgiu a necessidade de criar programas de <strong>certificação em turismo</strong>, que visam o estabelecimento de requisitos de desempenho para as dimensões da sustentabilidade (ambiental, sócio-cultural e econômica), os quais são apoiados por um sistema de gestão da sustentabilidade. Este sistema de gestão proporciona uma base estável, coerente e consistente para a obtenção do desempenho sustentável dos empreendimentos turísticos e recursos naturais e a sua manutenção.</p>
<table border="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="99%"><strong> </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>AS PESRSPECTIVAS DO TURISMO NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL</strong></p>
<p><strong><ins datetime="2005-10-18T15:42" cite="mailto:Anne%20Francialy%20da%20Costa%20Araújo"> </ins></strong></p>
<p><strong>Desenvolvimento sustentável </strong>é a palavra chave que vem ocupando o centro do palco das discussões neste novo milênio. Ao lado dos desafios da desigualdade social, do desemprego, da pobreza e da paz mundial, vivemos a incerteza de novos tempos. As transformações resultam do processo de transição da modernidade para a sociedade pós-moderna, sendo essa última caracterizada pela emergência de novos paradigmas, que exigem a adoção de novos olhares em relação à questão ambiental e especificamente a gestão turística.</p>
<p>Neste cenário de novas configurações sócio-econômicas, o turismo surge como o setor da economia que mais gera renda, distribui riqueza, cria empregos, combate à pobreza e promove o entendimento entre as pessoas e os povos. Segundo Relatório da <em>World Travel and Tourism Counil (1993)</em>, “o turismo tornou-se o maior setor econômico do planeta”. Esta afirmação é reforçada por Trigo (1998, p. 9) dizendo que:</p>
<p>O turismo está entrelaçado com o entretenimento, à indústria cultural eletrônica e imprensa, o esporte e a saúde (&#8230;). O turismo é discutido atualmente como uma das forças transformadoras do mundo pós-industrial (&#8230;). Com a implementação de novas tecnologias, como a informática e as telecomunicações e a engenharia genética, o turismo está ajudando a redesenhar as estruturas mundiais, influenciando a globalização e, em última análise, a nova ordem econômica internacional.</p>
<p>Por outro lado, existe atualmente, uma farta literatura desmistificando a afirmação de que a “indústria do turismo”, ou “indústria limpa” seja necessariamente benéfica na geração de emprego e renda e na preservação dos patrimônios natural e cultural. É sabido, pelo contrário, que muitos projetos turísticos são geradores de efeitos inversos aos expostos acima, ou seja, a concentração de renda, a contratação de pessoas de fora em detrimento dos próprios moradores, a transformação do espaço em mercadoria, a massificação das culturas, entre outros problemas.</p>
<p>Segundo (IRVING, 2005), “de maneira geral, as estatísticas do turismo e o discurso oficial frequentemente expressam concepções idealizadas dos benefícios possíveis gerados pelo desenvolvimento turístico, e tendem a mascarar ou minimizar os impactos socioambientais e culturais decorrentes deste processo”.</p>
<p>O setor turístico visto estritamente sob a ótica mercadológica, como atividade capitalista, preocupada apenas com o crescimento econômico, que visa somente ao lucro e a concentração do mesmo, entra em contradição com a própria continuidade e êxito do empreendimento, pois têm uma visão em curto prazo e não imprime sustentabilidade ao negócio.</p>
<p>O debate sobre a importância do turismo para o desenvolvimento local sustentável nos remete a olhar como o crescimento e o desenvolvimento econômico eram concebidos na história econômica da humanidade. Não perder a perspectiva histórica é fundamental para compreender os desafios contemporâneos do desenvolvimento, como sinônimo da melhoria de qualidade de vida da população. Por isso, crescer qualitativamente com o advento da atividade turística é promover o equilíbrio do meio ambiente, do homem e da economia.</p>
<p>Para enfrentar os desafios contemporâneos da economia global, em relação aos problemas sociais, econômicos e ambientais, surgiram novas teorias sobre desenvolvimento, todas enfocando diferentes tipos de desenvolvimento, como: o humano, o local, o endógeno, o comunitário e o desenvolvimento sustentável. Neste contexto do fazer teórico e de práticas inovadores, o turismo se apresenta como um espaço de convergência das diferentes teorias, capaz de articular um processo de desenvolvimento, na medida em que se preocupa em resgatar a identidade e promover o ser humano, preservar e melhorar o meio ambiente e preservar o patrimônio histórico e cultural.</p>
<p><strong>Então surgem perguntas como:</strong></p>
<p>O que é desenvolvimento local e por que o seu fortalecimento quando o mundo está se globalizando?</p>
<p>Que condições e perspectivas concretas existem para o desenvolvimento local?</p>
<p>Como cada território deve se mover neste processo de mudanças globais, que penetra e influencia todos os espaços, buscando respostas a estas questões?</p>
<p>Para se pensar o global é necessário se ter consciência do local, pois é a partir da perspectiva de obtenção de renda local para melhoria das condições de vida que se chega ao entendimento das influências e oportunidades globais. Na discussão proposta por Buarque (2002, p. 67):</p>
<p>Desenvolvimento local sustentável é um processo de <strong>mudança social </strong>e elevação das oportunidades da sociedade, compatibilizando, no tempo e no espaço, o crescimento e a eficiência econômica, a conservação ambiental, a qualidade de vida e a eqüidade social.</p>
<p>É um conceito construído com uma visão comprometida com o das gerações, com elevado nível de <strong>solidariedade </strong>entre as mesmas e uma <strong>consciência planetária</strong>. Ainda não é um conceito fácil de ser trabalhado, na medida em que ele foi construído a partir do questionamento feito sobre a estrutura do modelo atual de economia e sociedade e coloca uma nova proposta de sociedade com base na ética social, respeito ao meio ambiente e às diferentes culturas.</p>
<p>O desenvolvimento local <strong>sustentável </strong>resulta da interação e sinergia entre a qualidade de vida da população local, que se mede pela <strong>redução da pobreza</strong>; geração de riqueza em distribuição de ativos; a eficiência econômica, como resultado da agregação econômica na cadeia produtiva; e, na gestão pública eficiente.</p>
<p>É importante se ter claro que o desenvolvimento local não se constitui numa ilha de desenvolvimento. Embora seja um movimento de conteúdo interno, está inserido numa realidade mais ampla e complexa do próprio processo de globalização da economia. Ele representa alguma forma de interação econômica no contexto regional e nacional.</p>
<p><strong>Desenvolvimento e Turismo Sustentável</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A pergunta: <strong>como o turismo pode contribuir para promover o desenvolvimento local sustentável? </strong>Já tem vários elementos que podem auxiliar na sua compreensão. Partindo das concepções de desenvolvimento local e desenvolvimento sustentável, conforme Martins (2003, p. 4):</p>
<p>[...] o <strong>turismo sustentável </strong>é aquele que atende as necessidades dos turistas atuais,<strong> sem comprometer </strong>a possibilidade do usufruto dos recursos pelas gerações futuras (&#8230;) É um conceito ligado diretamente ao conjunto dos atrativos naturais, básicos do sistema turístico, como florestas, clima, rios, lagos, montanhas, serra, sol e mar e a diversidade da fauna; e dos atrativos turísticos culturais, principalmente o patrimônio histórico cultural, sempre tendo presente as dimensões econômica e social, considerando o potencial de geração de emprego e renda e a conseqüente melhoria das condições de vida da população.</p>
<p>O <strong>desenvolvimento sustentável</strong> “é aquele que atende às necessidades do presente <strong>sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras </strong>atenderem a suas próprias necessidades”. Este conceito foi construído pela ONU, fruto de conferências internacionais e um amplo processo de estudos e pesquisas feitos por cientistas do mundo inteiro, que resultaram numa grande tomada de consciência sobre o futuro da humanidade.</p>
<p>Já a Organização Mundial de Turismo (OMT, 1995) define o Turismo Sustentável como aquele ecologicamente sustentável, de longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente eqüitativo para as comunidades locais. Exige integração com ao meio ambiente natural, cultural e humano, respeitando o frágil balanço que caracteriza muitas destinações turísticas.</p>
<p>O caminho para conter os impactos negativos, na prática, diz Wheller (apud Ruschmann, 2003, p. 115) é:</p>
<p>[...] a educação para o turismo voltado para a arte de viajar deve tornar-se uma “técnica cultural” e seus conhecimentos deverão ser obrigatórios para os “turistas”. Devemos, frente às estas questões, trabalhar para a educação e a conscientização para o turismo, trabalhando futuro desta atividade no mundo, buscando uma inserção planetária do ser humano.</p>
<p>Swarbrooke (2000, p. 3), trabalha <strong>seis atores </strong>envolvidos no turismo sustentável, que chama de conjuntos-chave, e o vínculo entre os mesmo, numa visão de sistema turístico. Estes conjuntos-chave são:</p>
<p>- <strong>O setor público</strong>, inclusive órgãos supra-governamentais, os governos nacionais, as autoridades locais e organizações quase-governamentais;</p>
<p>- <strong>Indústria do turismo</strong>;</p>
<p>- <strong>Organizações do setor voluntário</strong>, especialmente entidades profissionais;</p>
<p>- A <strong>comunidade local</strong>;</p>
<p>- A <strong>mídia</strong>;</p>
<p>- <strong>Turista</strong>.</p>
<p>Preocupações com a <strong>conservação ambiental </strong>exigem medidas que contemplem o turismo sustentável. Para que os recursos naturais sejam mantidos, restaurados e melhorados, Pearce (apud Beni, 2001, p. 61), considera as seguintes medidas:</p>
<p><strong>Educação ambiental</strong>. Fundamental para a conservação das áreas receptoras do turismo ecológico, <strong>deve atingir tanto a população residente como os turistas</strong>, a fim de preservar a atividade turística e garantir oportunidade de emprego.</p>
<p><strong>Capacitação profissional</strong>. A preservação e a utilização dos atrativos naturais para o turismo também depende da formação de profissionais especializados para orientar e acompanhar a permanência dos turistas no espaço natural.</p>
<p><strong>Estudo do impacto ambiental. </strong>Análise imprescindível para a conservação da integridade dos recursos naturais de interesse turístico, realizado por equipes multidisciplinares.</p>
<p><strong>Capacidade de carga. </strong>Número máximo anual de visitantes que o atrativo turístico natural pode suportar, sem sofrer alterações, considerando-se o equilíbrio dinâmico entre ambiente, quantidade de turistas e qualidade de serviços instalados.</p>
<p><strong>Plano de manejo. </strong>Conjunto de normas de uso de uma área de interesse turístico e de gestão de seus recursos ou atrativos. O plano de manejo, em harmonia com a implantação e administração da área, deve garantir sua proteção e aproveitamento de acordo com os objetivos preservacionistas e conservacionistas.</p>
<p><strong>Controle ambiental. </strong>Todos os projetos, programas e empreendimentos do turismo ecológico devem ser fiscalizados tanto pelo agente público quanto pelas organizações não-governamentais.</p>
<p>Embora o turismo sustentável seja tratado com mais peso no contexto de preservação do meio ambiente, não se pode descuidar das dimensões do desenvolvimento sustentável, contemplando políticas de gestão ambiental de forma integrada com as políticas de desenvolvimento econômico e social. Estas, por sua vez, devem ser construídas com a efetiva participação da comunidade local.</p>
<p>No entanto, o desenvolvimento tradicional de um destino turístico leva ao esgotamento dos recursos naturais, descaracterização do patrimônio cultural e desestruturação da rede social, fazendo muitas vezes que o destino perca seus encantos e seja abandonado pelos turistas que vão em busca de<strong> </strong>um novo paraíso.</p>
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		<title>Penedo: uma cidade à espera de turistas (PARTE II)</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 09:39:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[penedo]]></category>
		<category><![CDATA[PNMT]]></category>
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		<description><![CDATA[Link para a Parte I
Descontinuidade de políticas prejudica setor
Para a pesquisadora, a falta de planejamento e a descontinuidade das políticas públicas são os principais gargalos do setor turístico de Penedo. &#8220;Houve uma unanimidade nos depoimentos recolhidos. Todos os  entrevistados apontaram o individualismo como um grande empecilho para o avanço do turismo. Atribuo essa falta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://projetur.com.br/blog/2009/07/06/penedo-uma-cidade-a-espera-de-turistas-parte-i/" target="_blank">Link para a Parte I</a></p>
<p><strong>Descontinuidade de políticas prejudica setor</strong></p>
<div id="attachment_41" class="wp-caption alignnone" style="width: 455px"><img class="size-full wp-image-41" title="penedo2" src="http://projetur.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/07/penedo2.JPG" alt="Ás margens do rio São Francisco, na cidade de Penedo, o casario colonial com predominância do estilo barroco é umrico acervo arquitetônico" width="445" height="288" /><p class="wp-caption-text">Ás margens do rio São Francisco, na cidade de Penedo, o casario colonial com predominância do estilo barroco é umrico acervo arquitetônico</p></div>
<p>Para a pesquisadora, a falta de planejamento e a descontinuidade das <strong>políticas públicas</strong> são os principais gargalos do setor turístico de Penedo. &#8220;Houve uma unanimidade nos depoimentos recolhidos. Todos os  entrevistados apontaram o individualismo como um grande empecilho para o avanço do turismo. Atribuo essa falta de espírito coletivo à ausência de um<br />
grand projeto de desenvolvimento para o setor que requisitasse o  engajamento de todos os atores envolvidos, independentemente das mudanças na gestão municipal ou estadual&#8221;, analisa. Segundo ela,as primeiras <strong>políticas públicas de turismo</strong> para o município datam de 1997, exatamente quando o Estado de Alagoas elaborou seu primeiro Plano<br />
Estadual deTurismo. Nessa fase, foi criado o <strong>Conselho Municipal de Turismo </strong>e o <strong>Fundo de Turismo</strong> e Penedo conquistou o selo de ouro do turismo no <strong>Programa Nacional de Municipalização do Turismo  (PNMT)</strong>, desenvolvido pelo <strong>I</strong>nstituto <strong>B</strong>rasileiro de <strong>T</strong>urismo (<strong>Embratur</strong>). <strong>&#8220;Contudo da mesma forma que o PNMT não avançou nos resultados, o município de Penedo , estrategicamente baseado no programa, sofreu todas as consequências de não alavancar o desenvolvimento da atividade turística no município&#8221;</strong>, diz.</p>
<p>De acordo com <strong>Águida</strong>, a falta de planejamento e de <strong>políticas públicas </strong>para o fortalecimento do setor pode ser percebida de várias formas em <strong>Penedo</strong>.</p>
<p><strong>&#8220;Não há postos de informações para o turista e a cidade também carece de roteiros turícos estruturados, com passeios organizados, o que induziria a permanência dos turistas por alguns dias. Penedo atualmente não é um  produto turístico bem acabado&#8221;</strong>, af irma. Neste<br />
contexto, ela diz que os entrevistados por sua pesquisa vêem com bons olhos o programa de <strong>APL do Turismo Caminhos do São Francisco</strong>.</p>
<p><strong>&#8220;A maioria deles enxergam o projeto como uma luz no fimdo túnel capaz de agregar forças para o desenvolvimento do turismo  sustentável e visualizam em Penedo o potencial para ser  carro-chefe do programa&#8221;</strong>, diz.</p>
<p><strong>&#8220;O anúncio da obra de reativação do antigo aeroporto de Penedo  trouxe ânimo para a  comunidade, mostrando que os primeiros investimentos em infraestrutura estão surgindo &#8220;</strong>, c i t a , mencionando o projeto de recuperação do  <strong>aeródromo</strong>, desativado há seis anos por motivo de segurança, que vai receber <strong>R$ 3,5 milhões </strong>em recursos da <strong>A</strong>gência <strong>N</strong>acional de <strong>A</strong>viação <strong>C</strong>ivil (<a href="http://www.anac.gov.br/" target="_blank">Anac</a>).</p>
<p><small> </small></p>
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		<title>DESENVOLVIMENTO E TURISMO &#8211; PARTE 1 de 4 REFLEXÕES TEÓRICAS</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento turístico]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[RESUMO
O artigo tem o intuito de apresentar alguns elementos de reflexão, decorrente de uma revisão de literatura, em busca de verificar a contribuição do setor turístico relacionado ao desenvolvimento de uma localidade. Foi tomado como base conceitos e definições de desenvolvimento local e sustentável, o efeito multiplicador da atividade turística e seus impactos na economia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RESUMO</strong></p>
<p>O artigo tem o intuito de apresentar alguns elementos de reflexão, decorrente de uma revisão de literatura, em busca de verificar a contribuição do setor turístico relacionado ao desenvolvimento de uma localidade. Foi tomado como base conceitos e definições de desenvolvimento local e sustentável, o efeito multiplicador da atividade turística e seus impactos na economia e comunidade receptora de turistas. Mostrando também a importância do planejamento no desenvolvimento turístico desejado.</p>
<p>Palavras-chave: desenvolvimento, turismo, planejamento.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>No momento atual a palavra que vem ocupando o centro das discussões é o desenvolvimento sustentável, paralelo aos desafios da desigualdade social, do desemprego, da pobreza, dos desequilíbrios ambientais e da paz mundial. Há, no entanto, um momento de incerteza de novos tempos, com as transformações que resultam do processo de transição da modernidade para a sociedade pós-moderna.</p>
<p>De acordo com Latour (1994) vivemos num mundo povoado por objetos híbridos, nos quais não conseguimos mais fazer operar as modernas práticas de purificação responsáveis por estabelecer as distinções entre o natural e o social, objeto e o sujeito.</p>
<p>Por demais, como é colocado por (SERRES, 1990) existe um ou muitos equilíbrios naturais e da mesma forma, as culturas criaram um ou mais equilíbrios de tipo humano ou social, decididos, organizados, preservados pelas religiões, os direitos ou as políticas, mas falta-nos pensar, construir e colocar em ação um novo equilíbrio global entre esses dois conjuntos.</p>
<p>Diante deste cenário aparecem novas representações sócio-econômicas, pois crescimento econômico não significa necessariamente desenvolvimento, muitas regiões, apesar de possuírem suas economias em ascensão permanecem estagnadas ou até em declínio em relação às questões sociais e ambientais.</p>
<p>Atualmente os indicadores que determinam o desenvolvimento, não estão baseados somente as questões econômicas. Como mostra Veiga (apud RIVERO, 2006 p. 22 – 23) “são os gurus do mito do desenvolvimento que têm uma visão quantitativa do mundo. Ignoram os processos qualitativos histórico-culturais, o progresso não-linear da sociedade, as abordagens éticas, e até prescindem dos impactos ecológicos”.</p>
<p>Entretanto, desponta na década de 80 até os dias atuais, o desenvolvimento local, como um modelo de desenvolvimento que busca associar as preocupações sociais, utilização racional dos recursos naturais aos interesses econômicos, visando alcançar melhorias na qualidade de vida das populações, a partir de um processo de movimento das forças endógenas destas.</p>
<p>Como uma das novas representações socioeconômica, surge à atividade do turismo, considerada uma das mais relevantes atividades econômicas, que vem se desenvolvendo com muita rapidez, que mais gera renda, distribui riqueza, cria empregos, combate à pobreza e promove o entendimento entre as pessoas e os povos.</p>
<p>Apresenta-se como um espaço de tendência das diferentes teorias, capaz de articular um processo de desenvolvimento, em que se preocupe em resgatar a identidade e promover o ser humano, preservar e melhorar o meio ambiente e patrimônio histórico e cultural.</p>
<p>De acordo com (AMARAL e TEXEIRA 2006, p. 1052) “a atividade turística pode ser uma oportunidade para alguns lugares se desenvolver; muitos países têm na atividade enorme potencialidade de desenvolvimento”. Os autores ainda colocam que a atividade turística é impactante; porém há impactos que podem ser maléficos e outros que podem ser benéficos para a localidade em que esta atividade se desenvolve.</p>
<p>A realidade mundial socioeconômica mostra que algumas questões que envolvem o desenvolvimento local através da atividade turística devem ser discutidas. Então ficam as indagações:</p>
<p>- O desenvolvimento do turismo seria um fator de desenvolvimento local?</p>
<p>- Até que ponto o turismo tem contribuído para o desenvolvimento de uma localidade?</p>
<p>- Como alcançar o desenvolvimento através da atividade turística de forma adequada?</p>
<p>O propósito deste artigo é apresentar alguns elementos para refletirmos sobre a contribuição do segmento turístico em relação ao desenvolvimento de uma localidade.</p>
<p>Em breve publicarei a segunda parte deste artigo.</p>
<p>Fiquem a vontade para comentar.</p>
<p>Abraço</p>
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