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	<title>Turismo Sustentável &#187; desenvolvimento</title>
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	<description>Mito ou realidade?</description>
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		<title>Sociedade, Natureza e Desenvolvimento</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 22:52:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pós]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Sociedade, Natureza e Desenvolvimento, é a disciplina que ministro no Cesmac na Pós-graduação em Empreendedorismo, Gestão Ambiental e Sustentabilidade .
Durante a discussão em sala de aula foram abordados os conceitos de Sociedade, Natureza e Desenvolvimento de forma individual.
Em meio à discussão percebemos que a formação acadêmica de cada um que estava ali influencia nessa abordagem. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sociedade, Natureza e Desenvolvimento, </strong>é a disciplina que ministro <strong>no <a href="http://www.cesmac.com.br" target="_blank">Cesmac</a></strong><a href="http://www.cesmac.com.br" target="_blank"> </a>na <strong><a href="http://www.cesmac.com.br/pos/index.php" target="_blank">Pós-graduação</a> em </strong><strong>Empreendedorismo, Gestão Ambiental e Sustentabilidade </strong><strong>.</strong></p>
<p>Durante a discussão em sala de aula foram abordados os conceitos de <strong>Sociedade, Natureza e Desenvolvimento </strong>de forma individual.</p>
<p>Em meio à discussão percebemos que a formação acadêmica de cada um que estava ali influencia nessa abordagem. A constituição dos alunos dessa turma é um verdadeiro “<strong>mix de conhecimento</strong>” (muito enriquecedor), pois integram a equipe: bacharel em <strong>turismo</strong>, <strong>biólogo</strong>, <strong>geógrafo</strong>, <strong>economista</strong>, <strong>historiador</strong>, <strong>arquiteto</strong>, <strong>administrador</strong>, <strong>engenheiro agrônomo</strong>, <strong>engenheiro civil</strong>, <strong>educação artística</strong>, <strong>assistente social</strong> e <strong>engenheiro químico</strong>.</p>
<p>Abaixo seguem alguns conceitos elaborados por essa turma que por achar muito interessante trago aqui para compartilhar.</p>
<p><strong>Sociedade (Parte I):</strong></p>
<p><strong>Equipe: </strong>Antônio Capistrano Neto, Daniel Moreira Chagas, Maria Helena da Conceição e Joel Xavier da Silva</p>
<blockquote><p>É um <strong>conjunto de pessoas </strong>que residem ou freqüentam um <strong>mesmo ambiente </strong>ou localidade, possuem características <strong>iguais ou semelhantes</strong>, costumes, crenças e conhecimentos que solidificam sua cultura para a formação de uma sociedade.</p></blockquote>
<p><strong>Equipe: </strong>Carla Machado, Patrícia Danielly, Keila Soraia, Márcio Ribeiro, Sebastião André e Gisely Ferro</p>
<blockquote><p>É um <strong>agrupamento de pessoas </strong>e suas respectivas <strong>interrelações</strong>, como a diversidade de costumes, crenças, formas de viver, culturais, ou seja, a sociedade encontra-se em constante transformação. Sua formação envolve processos históricos, políticos, econômicos, sociais. <strong></strong></p></blockquote>
<p><strong>Equipe: </strong>Ana Gabriela de Araújo Mendes, Ana Paula de Lima Medeiros, Glauco Ricardo Motta Medeiros, Marcelo Ricardo de Lima e Nataly Silva de Souza</p>
<blockquote><p>É forma pela qual um grupo de indivíduos se relaciona <strong>politica, social, religiosa e culturalmente </strong>dentro de um determinado espaço físico. Através de um <strong>ordenamento jurídico </strong>de direitos e deveres que convergem para o <strong>bem estar comum</strong>. <strong></strong></p></blockquote>
<p><strong>Equipe: </strong>Aléssa Jacyara da Silva Félix, Clayton Rodrigues, Dulce Correia, Lys Danielle César e Patrícia Barbosa Alves</p>
<blockquote><p><strong>Associação de Espécies</strong> que possuam ou não os mesmos objetivos com regras de convívio que podem ser seguidas ou não, <strong>sofrendo influências ou influenciando</strong>. <strong></strong></p></blockquote>
<p><strong>Equipe: </strong>Franklin Bispo, Geni dos Santos, Iara Miranda, Patrícia Cassela e Pedro Costa Neto</p>
<blockquote><p><strong>Grupo de pessoas heterogêneas</strong> que vivem em determinado espaço com estruturas e culturas diferentes, que <strong>criam suas próprias regras </strong>de convivência e se auto-regulam <strong>para o bem comum</strong>. <strong></strong></p></blockquote>
<p>Esse é o resumo de nossa primeira aula, apenas o início de uma valiosa troca de conhecimentos.</p>
<p>Até a próxima.</p>
<p>Fiquem a vontade para comentar&#8230;</p>
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		<title>DESENVOLVIMENTO E TURISMO – PARTE 3 TURISMO, DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 13:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento turístico]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[O turismo se transformou em uma atividade marcante, constituindo-se em uma das maiores fontes de renda no mundo. Observa-se um crescimento contínuo do fenômeno turístico em toda a face da terra e sua contribuição para a criação de riquezas e melhoria do bem-estar dos cidadãos. Faz-se sentir de múltiplas formas: entrada de divisas, geração e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O turismo se transformou em uma atividade marcante, constituindo-se em uma das maiores fontes de renda no mundo. Observa-se um crescimento contínuo do fenômeno turístico em toda a face da terra e sua contribuição para a criação de riquezas e melhoria do bem-estar dos cidadãos. Faz-se sentir de múltiplas formas: entrada de divisas, geração e produção de novos empregos, desenvolvimento de infra-estruturas em diversos setores, promoção da satisfação dos indivíduos, preocupação com o meio ambiente e recuperação do patrimônio histórico e cultural.</p>
<p>Esta afirmação é reforçada por Trigo (1998, p. 9) dizendo que:</p>
<p>O turismo está entrelaçado com o entretenimento, à indústria cultural eletrônica e imprensa, o esporte e a saúde (&#8230;). O turismo é discutido atualmente como uma das forças transformadoras do mundo pós-industrial (&#8230;). Com a implementação de novas tecnologias, como a informática e as telecomunicações e a engenharia genética, o turismo está ajudando a redesenhar as estruturas mundiais, influenciando a globalização e, em última análise, a nova ordem econômica internacional.</p>
<p>O turismo tem efeito direto e indireto na economia de uma localidade ou região. Os efeitos diretos são os resultados das despesas realizadas pelos turistas dentro dos próprios equipamentos e de apoio, pelos quais o turista pagou diretamente. Os efeitos indiretos do turismo são resultantes da despesa efetuada pelos equipamentos e prestadores de serviços turísticos na compra de bens e serviços de outro tipo. Trata-se de um dinheiro que foi trazido pelo turista, mas que será gasto por outrem que o recebera do turista em primeira mão. Numa terceira etapa de circulação do dinheiro do turista estão os efeitos induzidos, que são constituídos pelas despesas realizadas por aqueles que receberam o dinheiro dos prestadores dos serviços turísticos e similares. (BARRETO, 1995)</p>
<p>De acordo com os dados do Banco Central do Brasil, em 2005 o país alcançou a receita cambial turística de US$ 3,86 bilhões, superior em 19,83% ao ano de 2004 (US$ 3,22 bilhões), atingindo marca de 34 meses consecutivos de crescimento, desde março de 2003 (tabela 1).</p>
<p align="center"><strong>Tabela 1</strong></p>
<p align="center"><strong>RECEITA CAMBIAL TURÍSTICA </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center"><strong>ANO</strong></p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center"><strong>(MILHÕES   US$)</strong><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2003</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">2,48   (US$)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2004</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">3,222   (US$)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2005</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">3,861   (US$)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: BRASIL, 2006<a href="#_ftn1">[1]</a></p>
<p>O turismo, entretanto contribui com a geração de trabalho, ocupação e renda, e consequentemente a melhoria da qualidade de vida da população. De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego, o mercado formal de trabalho em turismo no país, passou de 1.499.497 pessoas empregadas, em 2001, para 1.913.936 pessoas empregadas, em 2005, o que representa um crescimento da ordem de 28% em quatro anos (tabela 2).</p>
<p align="center"><strong>Tabela 2</strong><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>EVOLUÇÃO NO NÚMERO DE EMPREGOS FORMAIS NA ATIVIDADE TURÍSTICA</strong><strong> </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2001</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2002</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2003</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2004</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2005</p>
</td>
<td width="111" valign="top">
<p align="center">ACUMULADO</p>
<p align="center">2003/2004/2005</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.499.497</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.651.022</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.724.587</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.825.526</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.913.936</p>
</td>
<td width="111" valign="top">
<p align="center">262.914</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: BRASIL, 2006<a href="#_ftn2">[2]</a></p>
<p>Já não se pode mais negar de que o turismo hoje seja um grande gerador de divisas e empregos, e fator decisivo no desenvolvimento socioeconômico das localidades e que precisa se adaptar às novas exigências do mercado e de seus clientes.</p>
<p>De acordo com Dias (2003, p. 159),</p>
<p>O turismo, enquanto uma atividade a ser integrada no modelo de desenvolvimento local apresenta características específicas. Uma das mais importantes e que o diferencia de outras atividades econômicas é que deve ser consumida no local a matéria-prima que o sustenta. Nesse sentido, é uma atividade que apresenta dupla face, pois ao mesmo tempo em que o espaço é produtivo, um espaço de produção e geração de atividade, também é um espaço de consumo.</p>
<p>Nesse sentido, percebe que o turismo possui relação mútua com diversos setores da economia, e para que haja um desenvolvimento turístico adequado, é necessário integrá-lo as demais atividades existentes na localidade, refletir como a atividade pode ser concebida no ideário e no papel do planejamento desenvolvimentista. Pois o turismo dependendo da maneira que está sendo implementado, pode se tornar o inverso do propósito de desenvolvimento, concentrador de renda, excludente e perpetuador de desigualdades socioespaciais e negligente na utilização dos recursos naturais.</p>
<p>Para que essa atividade seja realmente considerada uma forma de desenvolvimento para uma localidade, é preciso entender e funcionar de acordo com a as redes políticas, sociais, ambientais e econômicas. Como mostra Silva (2003, p. 09)</p>
<p>O desenvolvimento deve ser visto no seu sentido amplo, valorizando o crescimento com efetiva distribuição de renda, com superação significativa dos problemas sociais e comprometimento ambiental, o que só pode ocorrer com profundas mudanças nas estruturas e processos econômicos, sociais, políticos e culturais de uma dada sociedade.</p>
<p>Conforme Ruschmann (1997), o desenvolvimento do turismo em uma determinada localidade passa por sete fases: exploração, investimento, desenvolvimento, consolidação, estagnação, declínio e rejuvenescimento.</p>
<p>Então, a ligação entre turismo e desenvolvimento é demonstrada a partir dos efeitos social e produtivo, impactos ambientais, fluxos de turistas, mudanças na cultura da localidade e exercícios de cada região, dentre outros. Daí a importância da elaboração do planejamento do turismo para criar condições para o desenvolvimento turístico desejado.</p>
<p>O turismo é uma atividade peculiar e seu planejamento requer um enfoque multidisciplinar, o que está na oposição da área de administração, que pretende restringi-lo. O planejamento do turismo necessita do conhecimento das mais diversas áreas e do entendimento deste como um sistema, para que possa ser implementado com sustentabilidade (FÁVERO, 2006, p.142).</p>
<p>É percebido, entretanto, que essa atividade possui inter-relações com os demais setores da economia e que influencia e sofre influências dos diversos segmentos da estrutura administrativa local, precisando assim ficar atentos as oportunidades e ameaças, que o setor pode causar. Sendo as oportunidades criação de novos empregos, proteção ambiental e cultural, aumento da renda, dentre outras e as ameaças, doenças que podem prejudicar a comunidade local, mudanças nos valores culturais, modificação nos padrões de consumo dentre outros, devido ao modelo de desenvolvimento turístico que é marcado pela improvisação e pela cultura do curto prazo.</p>
<p>Para que a atividade do turismo seja aproveitada da melhor maneira e assim possa proporcionar de fato o desenvolvimento, segundo Amaral e Teixeira (2006) é necessário que se realize um planejamento, possibilitando o crescimento econômico associado com o desenvolvimento nos campos: social, cultural e ecológico.</p>
<p>Como um dos fenômenos marcantes da atualidade, o turismo é uma das mais vigorosas atividades econômicas mundiais, principalmente o setor de serviços, sendo considerado um dos três lideres mundiais em produtividade, com conseqüente ampliação da oferta de emprego e geração de renda.</p>
<p>Entretanto, seu desenvolvimento sempre esteve pautado no mesmo molde de qualquer outra atividade humana – o enfoque econômico. Enquanto o turismo pode contribuir sensivelmente para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de amplas regiões, tem, ao mesmo tempo, o potencial para degradar o ambiente natural, as estruturas sociais e a herança cultural dos povos.</p>
<p>Como afirma Dias (2003, p. 13), por mais que pesem os importantes aspectos positivos do desenvolvimento turístico, há problemas que devem ser contornados e que podem trazer graves conseqüências para qualquer localidade, e que só poderão ser evitados com o rigoroso planejamento da atividade e participação ativa de amplo leque de atores, destacando-se: a comunidade receptora, órgãos da administração pública, empresários do ramo, visitantes e organizações do terceiro setor.</p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> São dados originalmente do Banco Central do Brasil, citados pelo Ministério do Turismo.</p>
<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, citados pelo Ministério do Turismo.</p>
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