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Turismo Rural Cooperativo:
Uma alternativa sócio-econômica para uma comunidade.

É com muita satisfação que venho dividir com vocês a minha alegria e sensação do “dever cumprido”.

Por acreditar que o turismo de forma planejada ocupa a sua posição de alavancagem, por ser uma atividade de desenvolvimento para uma localidade, e diante o potencial turístico existente na Coopenedo (Cooperativa de Colonização Agropecuária de Penedo), é que a implementação do segmento de turismo rural cooperativo foi vista como uma opção sócio-econômica para o desenvolvimento local da Coopenedo, onde resultou na criação da Cooptur- Rural (1ª cooperativa de turismo do Estado de Alagoas).

Este é o endereço do site: www.cooptur-rural.com que conta um pouco da história da Cooptur – Rural. O trabalho foi desenvolvido pela equipe da Projetur – Projetos Turísticos Ltda: Águida da Veiga e Luzinei Nunes, e claro nossos colaboradores Francisca, Juliana e Rosinaldo), e a efetiva participação da comunidade local, esse projeto modificou a vida de uma comunidade para melhor (resultados percebidos nos depoimentos dos próprios cooperados) que vivem na Coopenedo, e que viram no segmento do turismo rural um gerador de renda, fortalecedor da cultura local e preservador do meio ambiente, pois a Cooperativa possuía como principal vetor da economia local a plantação da cana-de-açúcar, que para uma parte da comunidade gera renda e emprego em um fluxo sazonal, onde o restante do ano a comunidade ficava ociosa, sem perspectivas de crescimento e melhoria na qualidade de vida.

Convido a todos a visitarem o site, e conhecer a mais nova cooperativa do estado.

Observem como o Brasil, Nordeste e Alagoas são ricos em cultura, belezas naturais e principalmente pessoas encantadoras.

É importante ressaltar, que o turismo rural não se apresenta como a única alternativa para os agricultores familiares, mas uma atividade que, se bem trabalhada, lhes trará bons dividendos socioeconômicos e melhoria da qualidade de vida no campo.

Na galeria de fotos do site tem vários registros de como foi desenvolvido o trabalho.

E o melhor de tudo é saber que o trabalho desenvolvido realiza mudanças positivas nas vidas dessas pessoas.

Por isso eu adoro o que faço!!!

Até a próxima.

 

Penedo: uma cidade à espera de turistas (PARTE II)

Link para a Parte I

Descontinuidade de políticas prejudica setor

Ás margens do rio São Francisco, na cidade de Penedo, o casario colonial com predominância do estilo barroco é umrico acervo arquitetônico

Ás margens do rio São Francisco, na cidade de Penedo, o casario colonial com predominância do estilo barroco é umrico acervo arquitetônico

Para a pesquisadora, a falta de planejamento e a descontinuidade das políticas públicas são os principais gargalos do setor turístico de Penedo. “Houve uma unanimidade nos depoimentos recolhidos. Todos os  entrevistados apontaram o individualismo como um grande empecilho para o avanço do turismo. Atribuo essa falta de espírito coletivo à ausência de um
grand projeto de desenvolvimento para o setor que requisitasse o  engajamento de todos os atores envolvidos, independentemente das mudanças na gestão municipal ou estadual”, analisa. Segundo ela,as primeiras políticas públicas de turismo para o município datam de 1997, exatamente quando o Estado de Alagoas elaborou seu primeiro Plano
Estadual deTurismo. Nessa fase, foi criado o Conselho Municipal de Turismo e o Fundo de Turismo e Penedo conquistou o selo de ouro do turismo no Programa Nacional de Municipalização do Turismo  (PNMT), desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). “Contudo da mesma forma que o PNMT não avançou nos resultados, o município de Penedo , estrategicamente baseado no programa, sofreu todas as consequências de não alavancar o desenvolvimento da atividade turística no município”, diz.

De acordo com Águida, a falta de planejamento e de políticas públicas para o fortalecimento do setor pode ser percebida de várias formas em Penedo.

“Não há postos de informações para o turista e a cidade também carece de roteiros turícos estruturados, com passeios organizados, o que induziria a permanência dos turistas por alguns dias. Penedo atualmente não é um  produto turístico bem acabado”, af irma. Neste
contexto, ela diz que os entrevistados por sua pesquisa vêem com bons olhos o programa de APL do Turismo Caminhos do São Francisco.

“A maioria deles enxergam o projeto como uma luz no fimdo túnel capaz de agregar forças para o desenvolvimento do turismo  sustentável e visualizam em Penedo o potencial para ser  carro-chefe do programa”, diz.

“O anúncio da obra de reativação do antigo aeroporto de Penedo  trouxe ânimo para a  comunidade, mostrando que os primeiros investimentos em infraestrutura estão surgindo “, c i t a , mencionando o projeto de recuperação do  aeródromo, desativado há seis anos por motivo de segurança, que vai receber R$ 3,5 milhões em recursos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

 

Penedo: uma cidade à espera de turistas (PARTE I)

Imagem 1 - Penedo

Imagem 1 - Penedo

Por: Patrycia Monteiro – Repórter

Publicado no O JORNAL em Domingo,03 de maio  de 2009 no Caderno de Economia.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), Penedo tem inúmeros atrativos turísticos naturais e  culturais que são internacionalmente conhecidos. O município conta com um calendário repleto de festas populares importantes, como a procissão marítima  do  Bom Jesus dos Navegantes; parte do seu território está localizada na  Área de Preservação Ambiental (APA) Marituba do Peixe, considerada o pantanal alagoano; isso sem mencionar o próprio Rio São Francisco, que margeia a cidade, e os pontos turísticos históricos, entre eles a Igreja de Nossa Senhora das Correntes, o Convento Nossa Senhora dos Anjos e a Catedral Diocesana de Nossa Senhora do Rosário.

Todos esses diferenciais seriam suficientes fazer do turismo a principal atividade econômica do município, mas seu fluxo turístico mostra que o
potencial existente está longe de ser exercido. De acordo com dados de 2006, da última Pesquisa de Turismo Receptivo realizada pela Secretaria de Cultura e Turismo de Penedo, no período entre 1999 e 2005, o município só recebeu cerca de 120 mil turistas, uma média de 46 visitantes por dia – número considerado pequeno por especialistas. Diante do contraste entre vocação do município e a pouca expressividade da atividade na economia penedense, a pesquisadora Águida Veiga  Feitosa, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), resolveu descobrir quais são os verdadeiros entraves que inibem o pleno desenvolvimento do setor no município. “Essa realidade sempre me intrigou. Como é que uma cidade com tanto potencial turístico como Penedo não consegue atrair e fixar turistas, incrementando a economia local? No  município, poucas são as pessoas e empresas que vivem da atividade turística”, afirma.

Pesquisa de campo revela gargalos

Para identificar os gargalos existentes, Águida, que também é professora do Curso de Turismo do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac), esbarrou na ausência de bases estatísticas. Por isso, decidiu entrevistar representantes de 19 organizações relacionadas ao segmento turístico, sendo seis deles do poder público, sete da iniciativa privada e mais seis da  sociedade civil.

Essas instituições participam das ações de; planejamento do Arranjo Produtivo Local (APL) Caminhos do São Francisco, um projeto que vem
sendo desenvolvido pelo em parceria com a Secretaria de Planejamento do governo do Estado. Os dados foram analisados, buscando identificar as falhas estratégicas das políticas públicas elaboradas ao longo da  história do município.

Segundo Águida, o trabalho de pesquisa de campo confirmou suas  expectativas iniciais: são poucos os turistas que circulam pela cidade e a maioria  esmagadora deles nem sequer pernoita em algum dos meios de hospedagens de Penedo.

“Meu primeiro passo foi o de verificar os registros de hotéis e de livros de visitas dos pontos turísticos. Dessa forma, descobri que boa parte dos turistas de Penedo é de estudantes daqui de Alagoas que passeia pela cidade e que vai embora no mesmo dia que chega”, diz Águida.

“Em seguida, busquei entender as razões que afastam os turistas da cidade. Então passei a analisar a infraestrutura e oferta de serviços do município. Afinal, a atividade turística não se desenvolve apenas com a existência de atrativos turísticos como muita gente costuma imaginar”, afirma. – De acordo com ela, há algo em torno de 15 meios de hospedagem de Penedo. O maior deles é o tradicional Hotel São Francisco e o restante são pequenas pousadas, algumas mais  semelhantes a pensões.

“Os meios de hospedagem precisam de uma maior  qualificação e a  mão-de-obra que trabalha neles precisaser capacitada”,  conta.

Na opinião dela, em relação aos meios de alimentação, a cidade está literalmente bem servida.

“Penedo conta com bons restaurantes  regionais, pizzarias, churrascarias e o célebre restaurante A  Rocheira – que serve carnes exóticas, como a do jacaré. A gastronomia local não frustra o turista”, afirma.

Contudo, na visão da especialista, falta identidade ao artesanato local. Já a infraestrutura básica de Penedo, não desaponta, segundo Águida Veiga.

“A cidade tem sistemas de saúde, educação, telefonia, segurança e boas rodovias de acesso que precisariam ser melhoradas na sinalização”, descreve.

“Em resumo, há melhorias que podem ser feitas, mas nada disso justifica o tímido fluxoturístico”, frisa.

Em breve o próximo POST com a segunda parte da reportagem.

Fiquem a vontade para comentar.