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	<title>Turismo Sustentável &#187; turismo sustentável</title>
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	<description>Mito ou realidade?</description>
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		<title>CERTIFICAÇÃO DO TURISMO SUSTENTÁVEL Parte I de III &#8211; Resumo</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 11:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[certificação]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[RESUMO
O artigo tem o intuito de mostrar a importância e os procedimentos básicos, decorrente de uma revisão de literatura, da contribuição que a certificação do turismo sustentável possa oferecer ao setor turístico relacionado ao desenvolvimento de uma localidade, em relação aos fatores econômicos, sócio-culturais e ambientais. Foi tomado como base conceitos e definições de turismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RESUMO</strong></p>
<p>O artigo tem o intuito de mostrar a importância e os <strong>procedimentos básicos, </strong>decorrente de uma revisão de literatura, da contribuição que a certificação do <strong>turismo sustentável </strong>possa oferecer ao <strong>setor turístico </strong>relacionado ao desenvolvimento de uma localidade, em relação aos fatores econômicos, sócio-culturais e ambientais. Foi tomado como base conceitos e definições de <strong>turismo sustentável</strong>, <strong>sustentabilidade </strong>e definições, processos e modelos da certificação do <strong>turismo sustentável </strong>no Brasil.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Palavras-chave</strong>: turismo sustentável; desenvolvimento sustentável; certificação.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p><strong>Como crescer economicamente sem aumentar o uso dos recursos naturais e separar ainda mais as classes sociais? </strong>É ai que entra a aplicação do <strong>desenvolvimento sustentável</strong>, fundamentado em minimizar os impactos sócio-ambientais ‘causados’ pelo crescimento econômico.</p>
<p>No turismo esses impactos também podem ser minimizados, se no planejamento turístico houver uma preocupação real com a questão ambiental e a questão sócio-cultural, até porque a preservação dos recursos naturais influencia no tempo de vida útil da localidade turística.</p>
<p>Quando a atividade turística é desenvolvida com base em planejamento, de acordo com <strong>Hall (2001)</strong>, o <strong>planejamento </strong>pode minimizar impactos potencialmente negativos, maximizar retornos econômicos nos destinos e, dessa forma, estimular uma resposta mais positiva por parte da comunidade hospedeira em relação ao turismo em longo prazo.</p>
<p>O uso sustentável do local, na verdade transforma-se em um aliado das empresas, pois mantém a originalidade do local minimizando a alteração da natureza e a cultura local que são um dos responsáveis pelo fluxo turístico, fluxo esse que faz o uso dos serviços prestados pelas empresas especificamente turísticas ou não, aumentando a vida útil do destino e conseqüentemente da empresa.</p>
<p>No entanto, é demonstrada a importância do turismo sustentável, porque segundo (DIAS, 2003, p.23): “O importante, na relação turismo natureza, é a compensação de que o turismo tem essa característica: quando bem administrado, os impactos positivos são imensamente superiores aos negativos e contribuem decisivamente para a preservação.” Aqui compreendida como cultural e ambiental.</p>
<p>Perante as abordagens de conceitos de <strong>turismo sustentável</strong>, surgiu a necessidade de criar programas de <strong>certificação em turismo</strong>, que visam o estabelecimento de requisitos de desempenho para as dimensões da sustentabilidade (ambiental, sócio-cultural e econômica), os quais são apoiados por um sistema de gestão da sustentabilidade. Este sistema de gestão proporciona uma base estável, coerente e consistente para a obtenção do desempenho sustentável dos empreendimentos turísticos e recursos naturais e a sua manutenção.</p>
<table border="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="99%"><strong> </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>AS PESRSPECTIVAS DO TURISMO NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL</strong></p>
<p><strong><ins datetime="2005-10-18T15:42" cite="mailto:Anne%20Francialy%20da%20Costa%20Araújo"> </ins></strong></p>
<p><strong>Desenvolvimento sustentável </strong>é a palavra chave que vem ocupando o centro do palco das discussões neste novo milênio. Ao lado dos desafios da desigualdade social, do desemprego, da pobreza e da paz mundial, vivemos a incerteza de novos tempos. As transformações resultam do processo de transição da modernidade para a sociedade pós-moderna, sendo essa última caracterizada pela emergência de novos paradigmas, que exigem a adoção de novos olhares em relação à questão ambiental e especificamente a gestão turística.</p>
<p>Neste cenário de novas configurações sócio-econômicas, o turismo surge como o setor da economia que mais gera renda, distribui riqueza, cria empregos, combate à pobreza e promove o entendimento entre as pessoas e os povos. Segundo Relatório da <em>World Travel and Tourism Counil (1993)</em>, “o turismo tornou-se o maior setor econômico do planeta”. Esta afirmação é reforçada por Trigo (1998, p. 9) dizendo que:</p>
<p>O turismo está entrelaçado com o entretenimento, à indústria cultural eletrônica e imprensa, o esporte e a saúde (&#8230;). O turismo é discutido atualmente como uma das forças transformadoras do mundo pós-industrial (&#8230;). Com a implementação de novas tecnologias, como a informática e as telecomunicações e a engenharia genética, o turismo está ajudando a redesenhar as estruturas mundiais, influenciando a globalização e, em última análise, a nova ordem econômica internacional.</p>
<p>Por outro lado, existe atualmente, uma farta literatura desmistificando a afirmação de que a “indústria do turismo”, ou “indústria limpa” seja necessariamente benéfica na geração de emprego e renda e na preservação dos patrimônios natural e cultural. É sabido, pelo contrário, que muitos projetos turísticos são geradores de efeitos inversos aos expostos acima, ou seja, a concentração de renda, a contratação de pessoas de fora em detrimento dos próprios moradores, a transformação do espaço em mercadoria, a massificação das culturas, entre outros problemas.</p>
<p>Segundo (IRVING, 2005), “de maneira geral, as estatísticas do turismo e o discurso oficial frequentemente expressam concepções idealizadas dos benefícios possíveis gerados pelo desenvolvimento turístico, e tendem a mascarar ou minimizar os impactos socioambientais e culturais decorrentes deste processo”.</p>
<p>O setor turístico visto estritamente sob a ótica mercadológica, como atividade capitalista, preocupada apenas com o crescimento econômico, que visa somente ao lucro e a concentração do mesmo, entra em contradição com a própria continuidade e êxito do empreendimento, pois têm uma visão em curto prazo e não imprime sustentabilidade ao negócio.</p>
<p>O debate sobre a importância do turismo para o desenvolvimento local sustentável nos remete a olhar como o crescimento e o desenvolvimento econômico eram concebidos na história econômica da humanidade. Não perder a perspectiva histórica é fundamental para compreender os desafios contemporâneos do desenvolvimento, como sinônimo da melhoria de qualidade de vida da população. Por isso, crescer qualitativamente com o advento da atividade turística é promover o equilíbrio do meio ambiente, do homem e da economia.</p>
<p>Para enfrentar os desafios contemporâneos da economia global, em relação aos problemas sociais, econômicos e ambientais, surgiram novas teorias sobre desenvolvimento, todas enfocando diferentes tipos de desenvolvimento, como: o humano, o local, o endógeno, o comunitário e o desenvolvimento sustentável. Neste contexto do fazer teórico e de práticas inovadores, o turismo se apresenta como um espaço de convergência das diferentes teorias, capaz de articular um processo de desenvolvimento, na medida em que se preocupa em resgatar a identidade e promover o ser humano, preservar e melhorar o meio ambiente e preservar o patrimônio histórico e cultural.</p>
<p><strong>Então surgem perguntas como:</strong></p>
<p>O que é desenvolvimento local e por que o seu fortalecimento quando o mundo está se globalizando?</p>
<p>Que condições e perspectivas concretas existem para o desenvolvimento local?</p>
<p>Como cada território deve se mover neste processo de mudanças globais, que penetra e influencia todos os espaços, buscando respostas a estas questões?</p>
<p>Para se pensar o global é necessário se ter consciência do local, pois é a partir da perspectiva de obtenção de renda local para melhoria das condições de vida que se chega ao entendimento das influências e oportunidades globais. Na discussão proposta por Buarque (2002, p. 67):</p>
<p>Desenvolvimento local sustentável é um processo de <strong>mudança social </strong>e elevação das oportunidades da sociedade, compatibilizando, no tempo e no espaço, o crescimento e a eficiência econômica, a conservação ambiental, a qualidade de vida e a eqüidade social.</p>
<p>É um conceito construído com uma visão comprometida com o das gerações, com elevado nível de <strong>solidariedade </strong>entre as mesmas e uma <strong>consciência planetária</strong>. Ainda não é um conceito fácil de ser trabalhado, na medida em que ele foi construído a partir do questionamento feito sobre a estrutura do modelo atual de economia e sociedade e coloca uma nova proposta de sociedade com base na ética social, respeito ao meio ambiente e às diferentes culturas.</p>
<p>O desenvolvimento local <strong>sustentável </strong>resulta da interação e sinergia entre a qualidade de vida da população local, que se mede pela <strong>redução da pobreza</strong>; geração de riqueza em distribuição de ativos; a eficiência econômica, como resultado da agregação econômica na cadeia produtiva; e, na gestão pública eficiente.</p>
<p>É importante se ter claro que o desenvolvimento local não se constitui numa ilha de desenvolvimento. Embora seja um movimento de conteúdo interno, está inserido numa realidade mais ampla e complexa do próprio processo de globalização da economia. Ele representa alguma forma de interação econômica no contexto regional e nacional.</p>
<p><strong>Desenvolvimento e Turismo Sustentável</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A pergunta: <strong>como o turismo pode contribuir para promover o desenvolvimento local sustentável? </strong>Já tem vários elementos que podem auxiliar na sua compreensão. Partindo das concepções de desenvolvimento local e desenvolvimento sustentável, conforme Martins (2003, p. 4):</p>
<p>[...] o <strong>turismo sustentável </strong>é aquele que atende as necessidades dos turistas atuais,<strong> sem comprometer </strong>a possibilidade do usufruto dos recursos pelas gerações futuras (&#8230;) É um conceito ligado diretamente ao conjunto dos atrativos naturais, básicos do sistema turístico, como florestas, clima, rios, lagos, montanhas, serra, sol e mar e a diversidade da fauna; e dos atrativos turísticos culturais, principalmente o patrimônio histórico cultural, sempre tendo presente as dimensões econômica e social, considerando o potencial de geração de emprego e renda e a conseqüente melhoria das condições de vida da população.</p>
<p>O <strong>desenvolvimento sustentável</strong> “é aquele que atende às necessidades do presente <strong>sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras </strong>atenderem a suas próprias necessidades”. Este conceito foi construído pela ONU, fruto de conferências internacionais e um amplo processo de estudos e pesquisas feitos por cientistas do mundo inteiro, que resultaram numa grande tomada de consciência sobre o futuro da humanidade.</p>
<p>Já a Organização Mundial de Turismo (OMT, 1995) define o Turismo Sustentável como aquele ecologicamente sustentável, de longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente eqüitativo para as comunidades locais. Exige integração com ao meio ambiente natural, cultural e humano, respeitando o frágil balanço que caracteriza muitas destinações turísticas.</p>
<p>O caminho para conter os impactos negativos, na prática, diz Wheller (apud Ruschmann, 2003, p. 115) é:</p>
<p>[...] a educação para o turismo voltado para a arte de viajar deve tornar-se uma “técnica cultural” e seus conhecimentos deverão ser obrigatórios para os “turistas”. Devemos, frente às estas questões, trabalhar para a educação e a conscientização para o turismo, trabalhando futuro desta atividade no mundo, buscando uma inserção planetária do ser humano.</p>
<p>Swarbrooke (2000, p. 3), trabalha <strong>seis atores </strong>envolvidos no turismo sustentável, que chama de conjuntos-chave, e o vínculo entre os mesmo, numa visão de sistema turístico. Estes conjuntos-chave são:</p>
<p>- <strong>O setor público</strong>, inclusive órgãos supra-governamentais, os governos nacionais, as autoridades locais e organizações quase-governamentais;</p>
<p>- <strong>Indústria do turismo</strong>;</p>
<p>- <strong>Organizações do setor voluntário</strong>, especialmente entidades profissionais;</p>
<p>- A <strong>comunidade local</strong>;</p>
<p>- A <strong>mídia</strong>;</p>
<p>- <strong>Turista</strong>.</p>
<p>Preocupações com a <strong>conservação ambiental </strong>exigem medidas que contemplem o turismo sustentável. Para que os recursos naturais sejam mantidos, restaurados e melhorados, Pearce (apud Beni, 2001, p. 61), considera as seguintes medidas:</p>
<p><strong>Educação ambiental</strong>. Fundamental para a conservação das áreas receptoras do turismo ecológico, <strong>deve atingir tanto a população residente como os turistas</strong>, a fim de preservar a atividade turística e garantir oportunidade de emprego.</p>
<p><strong>Capacitação profissional</strong>. A preservação e a utilização dos atrativos naturais para o turismo também depende da formação de profissionais especializados para orientar e acompanhar a permanência dos turistas no espaço natural.</p>
<p><strong>Estudo do impacto ambiental. </strong>Análise imprescindível para a conservação da integridade dos recursos naturais de interesse turístico, realizado por equipes multidisciplinares.</p>
<p><strong>Capacidade de carga. </strong>Número máximo anual de visitantes que o atrativo turístico natural pode suportar, sem sofrer alterações, considerando-se o equilíbrio dinâmico entre ambiente, quantidade de turistas e qualidade de serviços instalados.</p>
<p><strong>Plano de manejo. </strong>Conjunto de normas de uso de uma área de interesse turístico e de gestão de seus recursos ou atrativos. O plano de manejo, em harmonia com a implantação e administração da área, deve garantir sua proteção e aproveitamento de acordo com os objetivos preservacionistas e conservacionistas.</p>
<p><strong>Controle ambiental. </strong>Todos os projetos, programas e empreendimentos do turismo ecológico devem ser fiscalizados tanto pelo agente público quanto pelas organizações não-governamentais.</p>
<p>Embora o turismo sustentável seja tratado com mais peso no contexto de preservação do meio ambiente, não se pode descuidar das dimensões do desenvolvimento sustentável, contemplando políticas de gestão ambiental de forma integrada com as políticas de desenvolvimento econômico e social. Estas, por sua vez, devem ser construídas com a efetiva participação da comunidade local.</p>
<p>No entanto, o desenvolvimento tradicional de um destino turístico leva ao esgotamento dos recursos naturais, descaracterização do patrimônio cultural e desestruturação da rede social, fazendo muitas vezes que o destino perca seus encantos e seja abandonado pelos turistas que vão em busca de<strong> </strong>um novo paraíso.</p>
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		<item>
		<title>DESENVOLVIMENTO E TURISMO – PARTE 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/07/03/desenvolvimento-e-turismo-%e2%80%93-parte-4-consideracoes-finais/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 09:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento turístico]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[A atividade turística, de acordo com seu efeito multiplicador: entrada de divisas, geração e produção de novos empregos, desenvolvimento de infra-estruturas em diversos setores, promoção da satisfação dos indivíduos, preocupação com o meio ambiente e recuperação do patrimônio histórico e cultural. Percebe, entretanto, que esta pode representar uma excelente alternativa para o desenvolvimento local de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A atividade turística, de acordo com seu efeito multiplicador: entrada de divisas, geração e produção de novos empregos, desenvolvimento de infra-estruturas em diversos setores, promoção da satisfação dos indivíduos, preocupação com o meio ambiente e recuperação do patrimônio histórico e cultural. Percebe, entretanto, que esta pode representar uma excelente alternativa para o desenvolvimento local de maneira a preservar a identidade local, conservar os patrimônios (natural e cultural) e dinamizar a economia das cidades.</p>
<p>Por conseguinte, desenvolvimento não deve ser entendido apenas como sinônimo de crescimento ou desenvolvimento econômico, embora muitos continuem para reduzi-lo a este significado, por ser mensurado por meio do Produto Nacional Bruto &#8211; PNB ou Produto Interno Bruto &#8211; PIB e pela modernização tecnológica, em que ambos se estimulam reciprocamente. Como foi mostrado o desenvolvimento vai além das questões econômicas, pois muitas regiões, apesar de possuírem suas economias em ascensão permanecem estagnadas ou até em declínio em relação às questões sociais e ambientais.</p>
<p>A história tem mostrado, e o Brasil é um exemplo a esse respeito, especialmente se recordar a época do chamado &#8211; milagre econômico &#8211; em fins dos anos 60 e começo dos anos 70, que o desenvolvimento estritamente econômico pode ocorrer sem que, forçosamente haja melhoria no quadro de concentração de renda ou dos indicadores sociais, o inverso do chamado desenvolvimento local e sustentável, que tem suas bases voltadas para as preocupações sociais, ambientais, além dos interesses restritamente econômicos, visando melhorias na qualidade de vida da comunidade local.</p>
<p>Ademais, o segmento do turismo é visto como estratégia para o desenvolvimento local, por ser uma atividade capaz de alavancar o desenvolvimento socioeconômico e consequentemente cuidar dos recursos naturais e culturais, mas é preciso planejar para enfrentar alguns desafios, principalmente ao saber conciliar os benefícios econômicos do turismo sem reduzir a localidade a uma simples mercadoria, e socializar as oportunidades, possibilitando que os segmentos da população participem dos caminhos de decisão e os utilizem como instrumento de mudança e ação política, tendo em vista a promoção do desenvolvimento visando o ser humano.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p>AMARAL, Patrícia Daliany A. do e TEIXEIRA, Kátia Simone S. <strong>Turismo e</strong> <strong>Desenvolvimento: escolhas que fazem a diferença.</strong> X Encontro Nacional de Turismo com Base Local. João Pessoa, p. 1051 – 1060, 2007.</p>
<p>BARRETO, Margarita. <strong>Manual de iniciação ao estudo do turismo.</strong> Campinas: Papirus, 1995.</p>
<p>BECK, U.  <strong>Risk society</strong>. Towards a new modernity. Londres, Sage Publications, 1992.</p>
<p>BENKO, G. <strong>Economia, espaço e globalização na aurora do século XXI. </strong>2ª ed. São Paulo: Hucitec, 1999</p>
<p>BRASIL, Ministério do Turismo. <strong>O Turismo no Brasil 2007/20010.</strong> Brasília. 2006.</p>
<p>BUARQUE, Sérgio C. <strong>Construindo o desenvolvimento local sustentável.</strong> Rio de Janeiro: Garamond, 2006.</p>
<p>BUARQUE, Sérgio C. e BEZERRA, Lucila. <strong>Projeto de desenvolvimento municipal sustentável- bases referenciais.</strong> Projeto Áridas, dezembro de 1994.</p>
<p>CORIOLANO, Luzia Neide Menezes. <strong>Os limites do Desenvolvimento e do Turismo.</strong> In: CORIOLANO, Luzia Neide Menezes (org.) <strong>O Turismo de Inclusão e Desenvolvimento Local.</strong> Fortaleza: Editora Premius, 2003.</p>
<p>DIAS, Reinaldo. <strong>Planejamento do Turismo: política e desenvolvimento do turismo no Brasil.</strong><em> </em>São Paulo: Atlas, 2003.<strong> </strong></p>
<p>GUIMARÃES, Roberto P. <strong>A Ecopolítica da Sustentabilidade em Tempos de Globalização Corporativa. </strong>In: GARAY, I. e BECKER B. K. Dimensões Humanas da Biodiversidade. Petrópolis: Vozes, 2006.</p>
<pre>LATOUR, Bruno. <strong>Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica.</strong> Tradução de Carlos Irineu da Costa, Rio de Janeiro: Ed.34, 1994.</pre>
<p>MARTINS, S. R. O. <strong>Desenvolvimento local:</strong> <strong>questões conceituais e metodológicas.</strong> Interações. Campo Grande, v.3, n.5, p.51- 58, setembro de 2002.</p>
<p>MELLO, Claiton; STREIT, Jorge; ROVAI, Renato. (org.) <strong>Geração de trabalho e renda, economia solidária e desenvolvimento local: a contribuição da Fundação Banco do Brasil. </strong>São Paulo: Publisher Brasil, 2006.</p>
<p>ROMEIRO, Ademar R<strong>. Economia ou economia política da sustentabilidade.</strong> In: MAY, P., LUSTOSA, M. C. e VINHA, V.(2003). Economia do Meio Ambiente. Rio de janeiro: Campus, 2003.</p>
<p>SERRES, Michel. <strong>O Contrato Natural. </strong>Tradução: Serafim Ferreira. Lisboa: Epistemologia e Sociedade, 1990.</p>
<p>SILVA, S. B. M. <strong>O turismo como instrumento de desenvolvimento e redução da pobreza: uma perspectiva territorial.</strong> CORIOLANO, L. N. M. T., LIMA, L. C. (orgs) Turismo comunitário e responsabilidade sócio-ambiental. Fortaleza: EDUECE, 2003. pp.19-25.</p>
<p>VEIGA, José Eli da. <strong>Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. </strong>Rio de Janeiro: Garamond, 2ª edição, 2006.</p>
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		<item>
		<title>DESENVOLVIMENTO E TURISMO – PARTE 3 TURISMO, DESENVOLVIMENTO E PLANEJAMENTO</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 13:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
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		<description><![CDATA[O turismo se transformou em uma atividade marcante, constituindo-se em uma das maiores fontes de renda no mundo. Observa-se um crescimento contínuo do fenômeno turístico em toda a face da terra e sua contribuição para a criação de riquezas e melhoria do bem-estar dos cidadãos. Faz-se sentir de múltiplas formas: entrada de divisas, geração e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O turismo se transformou em uma atividade marcante, constituindo-se em uma das maiores fontes de renda no mundo. Observa-se um crescimento contínuo do fenômeno turístico em toda a face da terra e sua contribuição para a criação de riquezas e melhoria do bem-estar dos cidadãos. Faz-se sentir de múltiplas formas: entrada de divisas, geração e produção de novos empregos, desenvolvimento de infra-estruturas em diversos setores, promoção da satisfação dos indivíduos, preocupação com o meio ambiente e recuperação do patrimônio histórico e cultural.</p>
<p>Esta afirmação é reforçada por Trigo (1998, p. 9) dizendo que:</p>
<p>O turismo está entrelaçado com o entretenimento, à indústria cultural eletrônica e imprensa, o esporte e a saúde (&#8230;). O turismo é discutido atualmente como uma das forças transformadoras do mundo pós-industrial (&#8230;). Com a implementação de novas tecnologias, como a informática e as telecomunicações e a engenharia genética, o turismo está ajudando a redesenhar as estruturas mundiais, influenciando a globalização e, em última análise, a nova ordem econômica internacional.</p>
<p>O turismo tem efeito direto e indireto na economia de uma localidade ou região. Os efeitos diretos são os resultados das despesas realizadas pelos turistas dentro dos próprios equipamentos e de apoio, pelos quais o turista pagou diretamente. Os efeitos indiretos do turismo são resultantes da despesa efetuada pelos equipamentos e prestadores de serviços turísticos na compra de bens e serviços de outro tipo. Trata-se de um dinheiro que foi trazido pelo turista, mas que será gasto por outrem que o recebera do turista em primeira mão. Numa terceira etapa de circulação do dinheiro do turista estão os efeitos induzidos, que são constituídos pelas despesas realizadas por aqueles que receberam o dinheiro dos prestadores dos serviços turísticos e similares. (BARRETO, 1995)</p>
<p>De acordo com os dados do Banco Central do Brasil, em 2005 o país alcançou a receita cambial turística de US$ 3,86 bilhões, superior em 19,83% ao ano de 2004 (US$ 3,22 bilhões), atingindo marca de 34 meses consecutivos de crescimento, desde março de 2003 (tabela 1).</p>
<p align="center"><strong>Tabela 1</strong></p>
<p align="center"><strong>RECEITA CAMBIAL TURÍSTICA </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center"><strong>ANO</strong></p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center"><strong>(MILHÕES   US$)</strong><strong> </strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2003</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">2,48   (US$)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2004</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">3,222   (US$)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="207" valign="top">
<p align="center">2005</p>
</td>
<td width="233" valign="top">
<p align="center">3,861   (US$)</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: BRASIL, 2006<a href="#_ftn1">[1]</a></p>
<p>O turismo, entretanto contribui com a geração de trabalho, ocupação e renda, e consequentemente a melhoria da qualidade de vida da população. De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego, o mercado formal de trabalho em turismo no país, passou de 1.499.497 pessoas empregadas, em 2001, para 1.913.936 pessoas empregadas, em 2005, o que representa um crescimento da ordem de 28% em quatro anos (tabela 2).</p>
<p align="center"><strong>Tabela 2</strong><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>EVOLUÇÃO NO NÚMERO DE EMPREGOS FORMAIS NA ATIVIDADE TURÍSTICA</strong><strong> </strong></p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2001</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2002</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2003</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2004</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">2005</p>
</td>
<td width="111" valign="top">
<p align="center">ACUMULADO</p>
<p align="center">2003/2004/2005</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.499.497</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.651.022</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.724.587</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.825.526</p>
</td>
<td width="94" valign="top">
<p align="center">1.913.936</p>
</td>
<td width="111" valign="top">
<p align="center">262.914</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: BRASIL, 2006<a href="#_ftn2">[2]</a></p>
<p>Já não se pode mais negar de que o turismo hoje seja um grande gerador de divisas e empregos, e fator decisivo no desenvolvimento socioeconômico das localidades e que precisa se adaptar às novas exigências do mercado e de seus clientes.</p>
<p>De acordo com Dias (2003, p. 159),</p>
<p>O turismo, enquanto uma atividade a ser integrada no modelo de desenvolvimento local apresenta características específicas. Uma das mais importantes e que o diferencia de outras atividades econômicas é que deve ser consumida no local a matéria-prima que o sustenta. Nesse sentido, é uma atividade que apresenta dupla face, pois ao mesmo tempo em que o espaço é produtivo, um espaço de produção e geração de atividade, também é um espaço de consumo.</p>
<p>Nesse sentido, percebe que o turismo possui relação mútua com diversos setores da economia, e para que haja um desenvolvimento turístico adequado, é necessário integrá-lo as demais atividades existentes na localidade, refletir como a atividade pode ser concebida no ideário e no papel do planejamento desenvolvimentista. Pois o turismo dependendo da maneira que está sendo implementado, pode se tornar o inverso do propósito de desenvolvimento, concentrador de renda, excludente e perpetuador de desigualdades socioespaciais e negligente na utilização dos recursos naturais.</p>
<p>Para que essa atividade seja realmente considerada uma forma de desenvolvimento para uma localidade, é preciso entender e funcionar de acordo com a as redes políticas, sociais, ambientais e econômicas. Como mostra Silva (2003, p. 09)</p>
<p>O desenvolvimento deve ser visto no seu sentido amplo, valorizando o crescimento com efetiva distribuição de renda, com superação significativa dos problemas sociais e comprometimento ambiental, o que só pode ocorrer com profundas mudanças nas estruturas e processos econômicos, sociais, políticos e culturais de uma dada sociedade.</p>
<p>Conforme Ruschmann (1997), o desenvolvimento do turismo em uma determinada localidade passa por sete fases: exploração, investimento, desenvolvimento, consolidação, estagnação, declínio e rejuvenescimento.</p>
<p>Então, a ligação entre turismo e desenvolvimento é demonstrada a partir dos efeitos social e produtivo, impactos ambientais, fluxos de turistas, mudanças na cultura da localidade e exercícios de cada região, dentre outros. Daí a importância da elaboração do planejamento do turismo para criar condições para o desenvolvimento turístico desejado.</p>
<p>O turismo é uma atividade peculiar e seu planejamento requer um enfoque multidisciplinar, o que está na oposição da área de administração, que pretende restringi-lo. O planejamento do turismo necessita do conhecimento das mais diversas áreas e do entendimento deste como um sistema, para que possa ser implementado com sustentabilidade (FÁVERO, 2006, p.142).</p>
<p>É percebido, entretanto, que essa atividade possui inter-relações com os demais setores da economia e que influencia e sofre influências dos diversos segmentos da estrutura administrativa local, precisando assim ficar atentos as oportunidades e ameaças, que o setor pode causar. Sendo as oportunidades criação de novos empregos, proteção ambiental e cultural, aumento da renda, dentre outras e as ameaças, doenças que podem prejudicar a comunidade local, mudanças nos valores culturais, modificação nos padrões de consumo dentre outros, devido ao modelo de desenvolvimento turístico que é marcado pela improvisação e pela cultura do curto prazo.</p>
<p>Para que a atividade do turismo seja aproveitada da melhor maneira e assim possa proporcionar de fato o desenvolvimento, segundo Amaral e Teixeira (2006) é necessário que se realize um planejamento, possibilitando o crescimento econômico associado com o desenvolvimento nos campos: social, cultural e ecológico.</p>
<p>Como um dos fenômenos marcantes da atualidade, o turismo é uma das mais vigorosas atividades econômicas mundiais, principalmente o setor de serviços, sendo considerado um dos três lideres mundiais em produtividade, com conseqüente ampliação da oferta de emprego e geração de renda.</p>
<p>Entretanto, seu desenvolvimento sempre esteve pautado no mesmo molde de qualquer outra atividade humana – o enfoque econômico. Enquanto o turismo pode contribuir sensivelmente para o desenvolvimento socioeconômico e cultural de amplas regiões, tem, ao mesmo tempo, o potencial para degradar o ambiente natural, as estruturas sociais e a herança cultural dos povos.</p>
<p>Como afirma Dias (2003, p. 13), por mais que pesem os importantes aspectos positivos do desenvolvimento turístico, há problemas que devem ser contornados e que podem trazer graves conseqüências para qualquer localidade, e que só poderão ser evitados com o rigoroso planejamento da atividade e participação ativa de amplo leque de atores, destacando-se: a comunidade receptora, órgãos da administração pública, empresários do ramo, visitantes e organizações do terceiro setor.</p>
<hr size="1" /><a href="#_ftnref1">[1]</a> São dados originalmente do Banco Central do Brasil, citados pelo Ministério do Turismo.</p>
<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, citados pelo Ministério do Turismo.</p>
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		<title>DESENVOLVIMENTO E TURISMO &#8211; PARTE 2 CONCEITOS E DEFINIÇÕES</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/07/01/desenvolvimento-e-turismo-parte-2-conceitos-e-definicoes/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 10:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Para enfrentar os desafios contemporâneos da economia global, em relação aos problemas sociais, econômicos e ambientais, surgiram novas teorias sobre desenvolvimento, todas enfocando diferentes tipos de desenvolvimento, como: o humano, o sustentável, o endógeno, o comunitário e o local.
O termo desenvolvimento tem sido associado à noção de progresso material e de modernização tecnológica. Sua promoção, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para enfrentar os desafios contemporâneos da economia global, em relação aos problemas sociais, econômicos e ambientais, surgiram novas teorias sobre desenvolvimento, todas enfocando diferentes tipos de desenvolvimento, como: o humano, o sustentável, o endógeno, o comunitário e o local.</p>
<p>O termo desenvolvimento tem sido associado à noção de progresso material e de modernização tecnológica. Sua promoção, mediante o desrespeito e a desconsideração das diferenças culturais, da existência de outros valores e concepções, já teria funcionado como “Cavalo de Tróia”, que, vestido da sedução do progresso, teria carregado em seu interior o domínio e a imposição culturais que desequilibram e abalam as sociedades. (MARTINS, 2002, p.52)</p>
<p>É importante verificar segundo Beck (1992) as características da sociedade de risco, onde o autor coloca como primeira, a globalização, com a articulação de relações sociais, atravessando vastas fronteiras de tempo e espaço; a segunda característica é a individualização, referente à libertação dos grilhões da tradição e finalmente a terceira e última característica da sociedade de risco é a reflexividade, em busca de novas informações ou conhecimentos.</p>
<p>No Brasil, desenvolvimento local e sustentável tem sido uma temática muito falada nos últimos anos. Buarque (2006, p. 25) define o desenvolvimento local “como um processo endógeno de mudança, que leva ao dinamismo econômico e à melhoria da qualidade de vida da população em pequenas unidades territoriais e agrupamentos humanos”. É um desenvolvimento baseado na existência de características sociais, políticas, ecológicas, culturais e de um meio técnico-informacional.</p>
<p>E o conceito de desenvolvimento sustentável, conforme Romeiro (2003, p. 5-6)</p>
<p>é um conceito normativo que surgiu como o nome de ecodesenvolvimento no início da década de 1970. Ele surgiu num contexto de controvérsia sobre as relações entre crescimento econômico e meio ambiente, exacerbada principalmente pela publicação do relatório do Clube de Roma que pregava o crescimento zero como forma de evitar a catástrofe ambiental.</p>
<p>Pretendendo assim, mostrar que é necessária uma proposição conciliadora, por reconhecer que o progresso técnico efetivamente relativiza os limites ambientais, porém não os elimina, e que o crescimento econômico é condição indispensável, mas não suficiente para eliminar a pobreza e as disparidades sociais.</p>
<p>O que está em jogo é precisamente a superação dos paradigmas de modernidade, que têm estado definindo a orientação do processo de desenvolvimento, e a sua substituição por um paradigma de desenvolvimento humano sustentável que coloque os seres humanos no centro do processo de desenvolvimento, que considere o crescimento econômico como um meio e não como um fim em si mesmo, que proteja as oportunidades de vida para as gerações atuais e futuras e, em última instância, que respeite a integridade dos sistemas se suporte à vida no planeta. (GUIMARÃES, 2006, p. 30).</p>
<p>A sustentabilidade do sistema econômico, vista por Romeiro (2003) em longo prazo, não é possível sem estabilização dos níveis de consumo <em>per capita </em>de acordo com a capacidade de carga do planeta, cabendo a sociedade como um todo, seja através do Estado ou outra forma de organização coletiva, decidir sobre o uso desses recursos de modo a evitar perdas irreversíveis potencialmente catastróficas.</p>
<p>Essa mudança requer que a comunidade local promova formas de convivência, onde proporcionem a colaboração para trabalhar os objetivos que beneficie a coletividade. De forma que as envolvam (instituições públicas, privadas, ONG’s e sociedade civil organizada), para melhorar a compreensão sobre as dificuldades, limitações e necessidades de cada um.</p>
<p>Pode-se perceber que o paradigma do desenvolvimento local (de baixo para cima) propõe estratégias de diversificação e de enriquecimento das atividades de um dado território, baseando-se na mobilização de seus recursos físicos (naturais, humanos e econômicos) e de caráter sociopolítico, por oposição ao manejo de um poder central que orienta fluxos de investimento para criar pólos de crescimento/desenvolvimento. (BENKO, 1999).</p>
<p>O desenvolvimento resulta da interação e sinergia entre a qualidade de vida da população local, que se mede pela redução da pobreza; geração de riqueza em distribuição de ativos; a eficiência econômica, como resultado da agregação econômica na cadeia produtiva; e, na gestão pública eficiente.</p>
<p>A necessidade do desenvolvimento local surge para dar uma função aos territórios, afirmando a singularidade de cada local. É uma busca pelas potencialidades e vantagens comparativas de cada território, onde os empreendimentos se materializam. (MELLO; STREIT; ROVAI, 2006).</p>
<p>O desenvolvimento está relacionado, geralmente, a iniciativas inovadoras e que movimentam a coletividade, articulando as potencialidades locais nas condições dadas pelo contexto. Segundo Buarque e Bezerra (1994) dentro das condições contemporâneas de globalização e intenso processo de transformação, o desenvolvimento local representa também alguma forma de integração econômica com o contexto regional e nacional, que gera e redefine oportunidades e ameaças exigindo competitividade e especialização.</p>
<p>Por conseguinte, desenvolvimento local é uma transformação nas bases econômicas e na organização social em nível local, resultante da movimentação da sociedade, explorando as suas capacidades e potencialidades específicas.</p>
<p>No entanto, Coriolano afirma (2003, p. 26-27) que o desenvolvimento só ocorre de fato quando todas as pessoas são beneficiadas, quando atinge a escala humana – quando elas tiverem assegurado uma existência digna &#8211; um padrão de vida capaz de garantir a si e a sua família, saúde, bem estar, alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos, segurança, repouso e lazer.</p>
<p>Entendendo que os seres humanos formam o centro e a razão de ser do processo de desenvolvimento. Guimarães (2006, p.30-31) pontua o novo estilo de desenvolvimento:</p>
<p>Que seja ambientalmente sustentável no acesso e uso dos recursos naturais (&#8230;); que seja socialmente sustentável na redução da pobreza e das desigualdades sociais (&#8230;); que seja culturalmente sustentável na preservação do sistema de valores, práticas e símbolos de identidade (&#8230;); que seja politicamente sustentável ao aprofundar a democracia e garantir o acesso e a participação de todos na tomada de decisões.</p>
<p>Sendo assim, um estilo de desenvolvimento que terá que possuir como embasamento a ética, onde o progresso econômico esteja integrado às normas de funcionamento dos sistemas naturais e socioculturais.</p>
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		<title>DESENVOLVIMENTO E TURISMO &#8211; PARTE 1 de 4 REFLEXÕES TEÓRICAS</title>
		<link>http://projetur.com.br/blog/2009/06/30/desenvolvimento-e-turismo-parte-1-reflexoes-teoricas/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 15:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>proje</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento turístico]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[RESUMO
O artigo tem o intuito de apresentar alguns elementos de reflexão, decorrente de uma revisão de literatura, em busca de verificar a contribuição do setor turístico relacionado ao desenvolvimento de uma localidade. Foi tomado como base conceitos e definições de desenvolvimento local e sustentável, o efeito multiplicador da atividade turística e seus impactos na economia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>RESUMO</strong></p>
<p>O artigo tem o intuito de apresentar alguns elementos de reflexão, decorrente de uma revisão de literatura, em busca de verificar a contribuição do setor turístico relacionado ao desenvolvimento de uma localidade. Foi tomado como base conceitos e definições de desenvolvimento local e sustentável, o efeito multiplicador da atividade turística e seus impactos na economia e comunidade receptora de turistas. Mostrando também a importância do planejamento no desenvolvimento turístico desejado.</p>
<p>Palavras-chave: desenvolvimento, turismo, planejamento.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>No momento atual a palavra que vem ocupando o centro das discussões é o desenvolvimento sustentável, paralelo aos desafios da desigualdade social, do desemprego, da pobreza, dos desequilíbrios ambientais e da paz mundial. Há, no entanto, um momento de incerteza de novos tempos, com as transformações que resultam do processo de transição da modernidade para a sociedade pós-moderna.</p>
<p>De acordo com Latour (1994) vivemos num mundo povoado por objetos híbridos, nos quais não conseguimos mais fazer operar as modernas práticas de purificação responsáveis por estabelecer as distinções entre o natural e o social, objeto e o sujeito.</p>
<p>Por demais, como é colocado por (SERRES, 1990) existe um ou muitos equilíbrios naturais e da mesma forma, as culturas criaram um ou mais equilíbrios de tipo humano ou social, decididos, organizados, preservados pelas religiões, os direitos ou as políticas, mas falta-nos pensar, construir e colocar em ação um novo equilíbrio global entre esses dois conjuntos.</p>
<p>Diante deste cenário aparecem novas representações sócio-econômicas, pois crescimento econômico não significa necessariamente desenvolvimento, muitas regiões, apesar de possuírem suas economias em ascensão permanecem estagnadas ou até em declínio em relação às questões sociais e ambientais.</p>
<p>Atualmente os indicadores que determinam o desenvolvimento, não estão baseados somente as questões econômicas. Como mostra Veiga (apud RIVERO, 2006 p. 22 – 23) “são os gurus do mito do desenvolvimento que têm uma visão quantitativa do mundo. Ignoram os processos qualitativos histórico-culturais, o progresso não-linear da sociedade, as abordagens éticas, e até prescindem dos impactos ecológicos”.</p>
<p>Entretanto, desponta na década de 80 até os dias atuais, o desenvolvimento local, como um modelo de desenvolvimento que busca associar as preocupações sociais, utilização racional dos recursos naturais aos interesses econômicos, visando alcançar melhorias na qualidade de vida das populações, a partir de um processo de movimento das forças endógenas destas.</p>
<p>Como uma das novas representações socioeconômica, surge à atividade do turismo, considerada uma das mais relevantes atividades econômicas, que vem se desenvolvendo com muita rapidez, que mais gera renda, distribui riqueza, cria empregos, combate à pobreza e promove o entendimento entre as pessoas e os povos.</p>
<p>Apresenta-se como um espaço de tendência das diferentes teorias, capaz de articular um processo de desenvolvimento, em que se preocupe em resgatar a identidade e promover o ser humano, preservar e melhorar o meio ambiente e patrimônio histórico e cultural.</p>
<p>De acordo com (AMARAL e TEXEIRA 2006, p. 1052) “a atividade turística pode ser uma oportunidade para alguns lugares se desenvolver; muitos países têm na atividade enorme potencialidade de desenvolvimento”. Os autores ainda colocam que a atividade turística é impactante; porém há impactos que podem ser maléficos e outros que podem ser benéficos para a localidade em que esta atividade se desenvolve.</p>
<p>A realidade mundial socioeconômica mostra que algumas questões que envolvem o desenvolvimento local através da atividade turística devem ser discutidas. Então ficam as indagações:</p>
<p>- O desenvolvimento do turismo seria um fator de desenvolvimento local?</p>
<p>- Até que ponto o turismo tem contribuído para o desenvolvimento de uma localidade?</p>
<p>- Como alcançar o desenvolvimento através da atividade turística de forma adequada?</p>
<p>O propósito deste artigo é apresentar alguns elementos para refletirmos sobre a contribuição do segmento turístico em relação ao desenvolvimento de uma localidade.</p>
<p>Em breve publicarei a segunda parte deste artigo.</p>
<p>Fiquem a vontade para comentar.</p>
<p>Abraço</p>
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